Brasil
STF forma maioria a favor da responsabilização das redes sociais por conteúdos ilegais
A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou nesta quarta-feira (11) a favor da responsabilização civil das plataformas de redes sociais por conteúdos ilegais publicados por seus usuários. Até o momento, o placar é de 6 votos a 1 para que as empresas possam ser processadas judicialmente por postagens como discursos de ódio, ataques ao sistema eleitoral, incitação à violência, e transmissões ao vivo que estimulem o suicídio ou automutilação de crianças e adolescentes. Após a formação da maioria, o julgamento foi suspenso e será retomado na quinta-feira (12), quando os ministros definirão a tese jurídica que orientará a aplicação da decisão.
O julgamento discute a constitucionalidade do Artigo 19 do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014), que determina que as plataformas só podem ser responsabilizadas caso não retirem conteúdos após ordem judicial. O ministro André Mendonça foi o único a votar pela manutenção do artigo como está, argumentando pela proteção da liberdade de expressão. Já o ministro Gilmar Mendes classificou o dispositivo como “ultrapassado” e criticou a falta de transparência das plataformas na gestão de conteúdos com impacto na democracia. O ministro Cristiano Zanin também considerou o artigo inconstitucional, afirmando que ele transfere ao cidadão o ônus de acionar a Justiça para remover conteúdos ofensivos.
Os ministros Luiz Fux e Dias Toffoli defenderam a possibilidade de remoção de postagens ilegais por meio de notificações extrajudiciais, feitas diretamente pelos usuários atingidos. Já Luís Roberto Barroso afirmou que a ordem judicial deve ser exigida apenas em casos de crimes contra a honra, como calúnia e difamação, e que, nos demais casos, basta a notificação extrajudicial. O STF analisa dois recursos relacionados ao tema: um movido pelo Facebook, que foi condenado por danos morais devido à criação de um perfil falso, e outro apresentado pelo Google, que questiona se uma empresa provedora de hospedagem deve ser obrigada a retirar do ar conteúdos ofensivos mesmo sem decisão judicial.
-
Iguatu3 semanas atrásPrefeitura de Iguatu rescinde contrato com Consórcio Mobilidade Iguatu e deixa obras sob questionamento
-
Iguatu3 semanas atrásIndústria operou quase quatro anos sem licença ambiental em Iguatu; licenças citadas não aparecem nos autos
-
Iguatu3 semanas atrásJustiça de Iguatu determina repasse imediato de consignados e fixa multa de R$ 200 mil contra Município
-
Noticias3 semanas atrásGoverno deixa Enel Ceará fora da lista de renovação de concessões
-
Noticias3 semanas atrásLimoeiro do Norte se consolida como polo da banana e pitaya no Ceará
-
Ceará3 semanas atrásCeará abre consulta ao abono dos precatórios do Fundef para 50 mil beneficiários
-
Noticias3 semanas atrásCeará pode registrar até 75 mm de chuva acima da média em abril
-
Noticias3 semanas atrásFortaleza tem a maior valorização imobiliária do Brasil, aponta índice

