Política
Polêmica sobre voto impresso movimenta Brasília; TSE classifica medida como “retrocesso”
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) enviou, nesta semana, um parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) elencando diversos riscos, problemas e dificuldades na implantação do voto impresso nas eleições de outubro deste ano.
Elaborado pela assessoria jurídica da Corte eleitoral, o parecer afirma que a nova regra, aprovada em 2015 pelo Congresso, representa “inegável retrocesso no processo de apuração das eleições”. Além disso, coloca em risco o segredo do voto “sem aparente utilidade concreta”.
A análise do TSE foi apresentada ao Supremo a pedido do ministro Gilmar Mendes. O magistrado é relator de uma ação movida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a implementação da regra nas eleições gerais deste ano.
Entre os argumentos elencados pela PGR estão o comprometimento do sigilo do voto para eleitores cegos e analfabetos, já que seria necessário o auxílio de outras pessoas no momento da conferência.
O assunto tem gerado tanta polêmica que chegou a ser pauta de audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Debatido na última terça-feira (7), o tema mais uma vez dividiu opiniões.
O procurador da República José Jairo Gomes classificou como exagerados os argumentos daqueles que apontam como insegura a urna eletrônica.
“Dizer que ela é totalmente insegura eu acho um pouco de exagero. Por que, na verdade, ela contém uma série de situações que, ao funcionarem em conjunto, garantem a segurança da urna”.
Já para o professor de Ciência da Computação da Universidade de Brasília Pedro Dourado Rezende, a urna eletrônica é falha, pois não permite a auditagem dos votos.
“O BU (Boletim da Urna) impresso pela urna pode fazer a verificação de que a totalização está correta, mas ele não tem absolutamente nenhum efeito para verificar se o software está contabilizando os votos que foram praticados naquela urna corretamente”.
Ainda nesta semana, o TSE abriu uma licitação para compra de 30 mil impressoras que serão utilizadas em cerca de 5% das 600 mil urnas eletrônicas do país. A Corte eleitoral pretende implementar os dispositivos de maneira gradual, eleição após eleição. A justificativa do tribunal está no custo para a compra de impressoras. Segundo o TSE, os gastos podem chegar a cerca de R$ 2,5 bilhões.
Na audiência pública desta terça, a maioria dos parlamentares criticou o posicionamento da Corte eleitoral. Segundo eles, como a lei que obriga a impressão do voto foi aprovada em 2015, houve tempo suficiente para viabilização financeira do novo sistema.
-
Ceará3 semanas atrásEspetáculo “Quando as Máquinas Param” promove discussão sobre violência doméstica nas cozinhas das periferias de Fortaleza
-
Iguatu3 semanas atrásALERTA NA CÂMARA: Jurídico do SPUMI analisa riscos no PL 036 que, supostamente, pode impactar salários, anuênios e insalubridade em Iguatu
-
Esportes4 semanas atrásIguatu assegura classificação antecipada para a segunda fase da Série D
-
Iguatu2 semanas atrásMP apura supostas irregularidades em contrato de R$ 9 milhões para reforma de escolas em Iguatu
-
Ceará2 semanas atrásCom dados defasados de 2024, IPEA divulga Atlas da Violência.Em 2026, Fortaleza vive queda histórica de homicídios
-
Artigo3 semanas atrásCOLUNA DIREITO E CIDADANIA: Violência sexual contra crianças e adolescentes NO BRASIL
-
Brasil3 semanas atrásCandidatura bolsonarista trata prisão de Cláudio Castro como questão de tempo após avanço das investigações da PF
-
Iguatu2 semanas atrásTRE-CE admite parcialmente recurso sobre cassação em Iguatu e caso deve chegar ao TSE

