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Setor têxtil defende manutenção da ‘taxa das blusinhas’ em meio às negociações sobre o tarifaço

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Em meio às negociações do governo brasileiro para enfrentar os impactos do tarifaço, o setor têxtil defende a manutenção da chamada “taxa das blusinhas” como forma de proteger a indústria nacional. Empresários avaliam que a retirada da cobrança sobre produtos importados pode aumentar a concorrência com mercadorias estrangeiras, especialmente as vindas da China.

Para representantes do setor, uma das alternativas diante de eventuais perdas nas exportações para os Estados Unidos seria ampliar as vendas no próprio mercado brasileiro. No entanto, eles afirmam que a competição com produtos importados de baixo custo dificulta essa estratégia e pode prejudicar a indústria nacional.

A discussão ocorre após o aumento expressivo das compras internacionais. Segundo dados citados pela CNN Brasil, o volume de importações de produtos adquiridos em sites estrangeiros chegou a R$ 2,6 bilhões em junho, o maior valor da série histórica mensal registrada pelo Fisco. O setor têxtil também pede medidas de apoio, como linhas de capital de giro e aumento da alíquota do Reintegra, programa que devolve parte dos tributos acumulados na cadeia produtiva.

Os empresários ainda defendem que eventuais medidas de auxílio não sejam condicionadas a exigências consideradas excessivas, como a manutenção obrigatória de empregos. Para a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), o momento exige medidas que ajudem as empresas a enfrentar os efeitos do tarifaço e, ao mesmo tempo, garantam condições de competitividade no mercado interno.

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