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Três pesquisas mostram Lula na liderança, mas revelam onde a eleição será decidida
Iguatu, CE – 22/07/2026 – Pesquisa isolada é fotografia. Três pesquisas divulgadas praticamente ao mesmo tempo começam a desenhar uma tendência.
Genial/Quaest, Indexa e Real Time Big Data colocam Lula na liderança da corrida presidencial de 2026. A diferença entre elas está no tamanho da vantagem, mas não em quem ocupa a primeira colocação.
A Indexa mostra Lula com 41% das intenções de voto contra 30% de Flávio Bolsonaro. A Quaest registra 40% a 28%. Já a Real Time Big Data aponta um cenário mais apertado: 39% a 32%. Em todos os casos, Lula aparece numericamente à frente.
A Real Time traz um alerta para os petistas: no segundo turno, Lula vence Flávio Bolsonaro por 45% a 42%, resultado que configura empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos. O mesmo acontece contra Ronaldo Caiado, com 44% a 42%. Vale registrar que Caiado não aparece à frente de Lula, como alguns divulgaram nas redes sociais; o levantamento mostra empate técnico, mas vantagem numérica do presidente.
Mas os dados mais importantes talvez não estejam na intenção de voto.

As mulheres continuam decidindo a eleição
As mulheres representam cerca de 53% do eleitorado brasileiro e, historicamente, têm peso decisivo nas eleições presidenciais.
A Quaest mostra que Lula mantém ampla vantagem exatamente nesse segmento. Entre as eleitoras, o presidente aparece com 38%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 25%. É uma diferença de 13 pontos percentuais, muito superior à observada entre os homens.
Essa vantagem ajuda a explicar por que Lula continua liderando mesmo em um ambiente de forte polarização. Para Flávio Bolsonaro, conquistar parte desse eleitorado deixou de ser uma estratégia e passou a ser uma necessidade eleitoral.
O Nordeste continua sendo o grande diferencial
Outro dado que se repete é a força de Lula no Nordeste.
Na Quaest, o presidente vence por 55% a 24%, uma vantagem de 31 pontos. É um desempenho que praticamente compensa as dificuldades encontradas em outras regiões.
No Sul, por exemplo, Flávio Bolsonaro lidera. Já no Sudeste, Centro-Oeste e Norte, a disputa é bem mais equilibrada, sem a mesma vantagem folgada observada no Nordeste.
Na prática, o mapa eleitoral continua dividido: o Nordeste permanece como a principal base de Lula, enquanto o bolsonarismo concentra sua maior força no Sul e disputa voto a voto as demais regiões.
Quem o eleitor acha que vai ganhar?
Outro indicador importante não mede intenção de voto, mas percepção.
A pesquisa Indexa mostra que 66% dos brasileiros afirmam já ter decidido em quem votar. Entre os eleitores de Lula, 77% dizem que não mudam mais de candidato. Entre os de Flávio Bolsonaro, esse índice é de 75%.
Isso significa que ambos possuem bases bastante consolidadas. Mas, como Lula parte de um patamar mais alto de intenção de voto, ele também larga com uma vantagem maior entre os eleitores que afirmam ter decisão definitiva.
Em eleições, essa percepção costuma influenciar o chamado “voto útil”. Quando uma parcela do eleitorado acredita que determinado candidato está mais próximo da vitória, cresce a tendência de migração de votos de candidatos menores para quem aparece com maiores chances de vencer.
O que as três pesquisas dizem juntas?
Analisadas em conjunto, Quaest, Indexa e Real Time Big Data apontam quatro conclusões.
A primeira é que Lula lidera em todos os levantamentos.
A segunda é que Flávio Bolsonaro consolidou-se como o principal adversário do presidente, ocupando isoladamente a segunda posição.
A terceira é que o eleitorado feminino e o Nordeste continuam sendo os maiores ativos eleitorais de Lula.
E a quarta é que a eleição permanece aberta, principalmente quando se observa o cenário de segundo turno da Real Time Big Data.
Ainda faltam meses de campanha, debates, alianças e fatos políticos capazes de alterar o quadro. Mas, hoje, a convergência entre três institutos diferentes indica uma tendência clara: Lula entra na reta pré-eleitoral como favorito, enquanto Flávio Bolsonaro precisará ampliar sua votação entre mulheres e reduzir a desvantagem no Nordeste para transformar a disputa em uma corrida realmente equilibrada.
Merval Pereira projeta derrota de Flávio Bolsonaro e aposta em Tarcísio para 2030
O jornalista Merval Pereira, colunista de O Globo, avaliou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) deverá ser derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial de 2026 e projetou que a direita passará a concentrar suas expectativas no governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para a disputa de 2030.
Em sua análise, Merval afirma que, após uma eventual reeleição, Lula deixaria a política ao fim do mandato, enquanto Jair Bolsonaro chegaria enfraquecido e permaneceria inelegível, abrindo espaço para que Tarcísio se tornasse o principal nome do campo conservador.
Se o porta-voz da família Marinho jogou a toalha, então, além de vir mais coisa pesada contra Flávio, a direita atual estaria sem um nome. Porém o problema não é o agora com Lula. Será daqui a 4 anos sem ele. Quem o substituirá, Camilo ou Haddad; outro nome?
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