Política
Internação de Cid Gomes é recebida com suspeita

A notícia do internamento do ministro da Educação, Cid Gomes (Pros), no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, na noite da última terça-feira (10), após passar mal subitamente, foi vista com estranhamento pelos parlamentares estaduais de oposição. O episódio envolvendo a saúde do auxiliar de Dilma impediu que o ministro prestasse esclarecimentos, ontem, na Câmara Federal, após ser convocado pela Casa, depois de tachar em um evento no Pará, que a Câmara dos Deputados possuía “uns 400, 300 achacadores”. Em nota divulgada à imprensa, a assessoria afirmou que Cid está internado com quadro de traqueobronquite, sob os cuidados dos médicos Roberto Kalil e David Uip.

A notícia do internamento do ministro da Educação, Cid Gomes (Pros), no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, na noite da última terça-feira (10), após passar mal subitamente, foi vista com estranhamento pelos parlamentares estaduais de oposição. O episódio envolvendo a saúde do auxiliar de Dilma impediu que o ministro prestasse esclarecimentos, ontem, na Câmara Federal, após ser convocado pela Casa, depois de tachar em um evento no Pará, que a Câmara dos Deputados possuía “uns 400, 300 achacadores”. Em nota divulgada à imprensa, a assessoria afirmou que Cid está internado com quadro de traqueobronquite, sob os cuidados dos médicos Roberto Kalil e David Uip.
“Isso é de se estranhar. Depois da ditadura militar, é a primeira convocação de um ministro do plenário do Congresso Nacional”, ressaltou o deputado Danniel Oliveira (PMDB). Para o parlamentar, a situação gera mais polêmica em torno da ida do ministro à Câmara.
O peemedebista informou, ainda, que Cid foi notificado pelo ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que responda, no prazo de dez dias, à interpelação judicial, apresentada pelo deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE), sobre tal afirmação. “Tudo isso vai se aprofundar e Cid Gomes terá de provar que os deputados são achacadores”, complementou.
Na mesma linha crítica, se pronunciou o deputado Heitor Férrer (PDT), que avaliou que a não ida do ministro à Câmara Federal fomenta ainda mais a crise entre o Congresso e Palácio do Planalto, porque o enfraquece, principalmente o governo federal. “Cid termina se negando, usando o expediente que jamais poderia usar que é de uma internação hospitalar”, criticou. “O ex-governador tem consciência da bobagem que falou, da impropriedade que falou. Vai voltar à Câmara Federal e dizer que houve um exagero e se retrate, a não ser que ele prove que os deputados vivem praticando extorsão na Câmara Federal”, disse o pedetista, acrescentando: “Se provar, vai ter o apoio de muitos. Se não provar, vai ter que se retratar.”
Atestado Médico
De acordo com o deputado federal Danilo Forte (PMDB), assessores do ministro apresentaram na manhã de ontem, ao Congresso, um atestado médico que informava que o ex-governador do Ceará não poderia estar presente devido a um “procedimento de urgência”. A informação, segundo o peemedebista, foi repassada aos parlamentares pela Secretaria Geral da Mesa (SGM) da Câmara.
O peemedebista explicou que a convocação do ministro aconteceria numa Comissão Geral dentro da sessão ordinária deliberativa da Casa. Com o recebimento do atestado, a SGM cancelou a Comissão Geral que ouviria Cid Gomes. Sendo assim, a convocação de Cid Gomes foi adiada para a próxima terça-feira, 17. “As minhas condolências ao ministro Cid se, de fato, tiver adoentado. Mas seguimos na expectativa que a sessão que ouvirá o ministro aconteça na próxima terça sem nenhum subterfúgio”, comentou Danilo Forte. A data citada pelo peemedebista, no entanto, não foi confirmada pela Câmara Federal.
Já o deputado Capitão Wagner (PR) ressaltou que viu o evento com “estranheza”, haja vista que imaginava que o ministro estava em Brasília, mas se deslocou para São Paulo, para se internar. “Fica no mínimo esquisito, porque se a ocorrência era emergencial, ele deveria ter sido atendido em Brasília. De qualquer forma, o ministro não vai ter como fugir a essa convocação”, disse Wagner.
Fonte: O Estado CE
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