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Campanha histórica do Iguatu reacende debate sobre reforma definitiva do Estádio Morenão

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Iguatu, CE – 13/07/2026 – Enquanto a Associação Desportiva Iguatu faz história dentro de campo, o Estádio Morenão voltou ao centro das discussões por motivos que vão além do futebol. A vitória por 2 a 1 na Série D do Campeonato Brasileiro manteve o Azulão como o único clube invicto entre as Séries A, B, C e D do futebol nacional, projetando o nome de Iguatu em todo o país. Ao mesmo tempo, as imagens da partida evidenciaram problemas estruturais que há anos fazem parte da realidade da principal praça esportiva do município.

Entre as situações que repercutiram nas redes sociais e na imprensa esportiva, uma chamou atenção durante o jogo: o goleiro do Iguatu foi atacado por formigas dentro da pequena área do gramado. O episódio expôs falhas na manutenção do campo e reforçou as críticas às condições do estádio.

Além disso, torcedores voltaram a denunciar problemas nas arquibancadas, banheiros, áreas de circulação e acessos internos do Morenão, cuja estrutura já não acompanha a dimensão alcançada pelo futebol iguatuense.

História do estádio

O Estádio Morenão é um dos equipamentos esportivos mais tradicionais do interior do Ceará. As obras foram iniciadas em 1979, com projeto do engenheiro Ivo Viana, e a inauguração ocorreu em 19 de maio de 1981, durante a gestão do então prefeito Elmo Moreno. A partida inaugural foi um Clássico-Rei entre Ceará e Fortaleza, encerrado com empate em 1 a 1.

A maior ampliação da estrutura aconteceu em 2012, durante a administração do então prefeito Agenor Neto. Reinaugurado em 4 de outubro daquele ano, o estádio passou a ter capacidade oficial homologada pela Federação Cearense de Futebol para 4.015 espectadores, embora sua estrutura física comporte aproximadamente 8 mil pessoas.

Projeto de reforma ficou parado

O ex-prefeito interino Ronald Bezerra informou que, em 2023, a Prefeitura promoveu uma série de intervenções no equipamento, incluindo pintura das arquibancadas e áreas externas, recuperação do gramado, melhorias na pista de atletismo, vestiários e serviços gerais de manutenção.

Segundo ele, também foi elaborado um projeto de reforma e ampliação apresentado ao Ministério do Esporte durante audiência com o então ministro André Fufuca, acompanhada pelo deputado federal Danilo Forte e pelo então presidente da Câmara Municipal, Marconi Filho.

A proposta previa o fechamento completo do estádio, cobertura das arquibancadas, construção de novos vestiários e implantação de pista oficial de atletismo. No entanto, Ronald deixou a Prefeitura em janeiro de 2024 e o projeto não teve continuidade.

Melhorias recentes

Na atual gestão municipal, as intervenções têm sido concentradas na manutenção necessária para garantir a renovação dos laudos técnicos exigidos pelos órgãos competentes, permitindo que o Morenão continue apto a receber partidas oficiais.

Em 2025 foi realizada a substituição completa do sistema de iluminação. Segundo informações apuradas, os refletores foram obtidos por meio de articulação do deputado estadual Agenor Neto, enquanto a instalação e operacionalização ficaram sob responsabilidade da administração municipal, através da Secretaria de Esportes.

Apesar dessas melhorias, continuam as reclamações sobre infiltrações, paredes com mofo, necessidade de pintura, banheiros e vestiários com estrutura precária, calçadas internas deterioradas e problemas nas áreas destinadas ao público.

Contraste com a fase do clube

O momento vivido pela Associação Desportiva Iguatu evidencia um contraste. Enquanto o clube alcança uma das melhores campanhas de sua história e alimenta o sonho do acesso à Série C, o principal estádio da cidade continua dependendo de intervenções pontuais para atender às exigências mínimas de funcionamento.

Especialistas e torcedores defendem que o debate vá além das ações emergenciais e avance para uma reforma estrutural capaz de modernizar definitivamente o equipamento, oferecendo melhores condições para atletas, profissionais da imprensa e torcedores.

Exemplo de Quixelô

Um exemplo citado por desportistas da região é o município de Quixelô, onde foi construído praticamente do zero um novo estádio municipal utilizando majoritariamente recursos próprios.

A obra foi iniciada na gestão da ex-prefeita Fátima Gomes e concluída pelo atual prefeito Adil Júnior. O equipamento conta com drenagem adequada, cabines estruturadas e infraestrutura moderna, tornando-se referência para o futebol amador da região.

Atualmente, o estádio abriga um dos campeonatos municipais mais prestigiados do interior cearense, movimentando equipes, torcedores e a economia local.

Debate sobre investimentos

A comparação entre os dois municípios tem sido utilizada por defensores da modernização do Morenão para demonstrar que investimentos em infraestrutura esportiva dependem, sobretudo, de planejamento e prioridade administrativa.

Com tradição no futebol profissional e atualmente representando o Ceará em competições nacionais, Iguatu vive um momento esportivo que reforça a necessidade de discutir uma reforma definitiva para seu principal estádio.

Enquanto o Azulão segue levando o nome da cidade para todo o Brasil, cresce a expectativa de que o Morenão também acompanhe essa evolução e possa oferecer uma estrutura compatível com o protagonismo alcançado pelo clube.

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