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Projeto leva saberes indígenas sobre plantas medicinais ao SUS no Ceará

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O conhecimento tradicional dos povos indígenas do Ceará passará a integrar de forma mais ampla a rede pública de saúde por meio do projeto Interculturalidade e Farmácias Vivas, iniciativa que une comunidades indígenas, pesquisadores e órgãos públicos para a produção de medicamentos fitoterápicos. Ao todo, dez espécies de plantas medicinais cultivadas em territórios indígenas serão utilizadas na fabricação de xaropes, pomadas e tinturas destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS).

A iniciativa reúne comunidades dos povos Tapeba, Tremembé, Pitaguary, Tabajara e Kalabaça, que cultivam plantas como chambá, babosa, capim-santo, hortelã e alecrim-pimenta. A expectativa é produzir cerca de 75 mil unidades de fitoterápicos, que inicialmente atenderão a população indígena em 17 municípios cearenses. Além da produção dos medicamentos, o projeto prevê a capacitação de profissionais de saúde para a prescrição correta dos produtos, valorizando os conhecimentos ancestrais aliados à ciência.

Neste momento, o projeto está na fase final de aquisição dos insumos necessários para iniciar a fabricação dos fitoterápicos. A previsão é que a produção comece nos próximos meses, com distribuição prevista ainda este ano. A proposta busca fortalecer a medicina tradicional indígena, preservar os saberes transmitidos entre gerações e ampliar o acesso da população a tratamentos fitoterápicos dentro da rede pública de saúde. (Foto: Heloísa Araújo)

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