Estresse nas crianças, incômodo nas pessoas em leitos de hospitais, morte, ataque epilético, desnorteamento, surdez, ataque cardíaco e principalmente para as pessoas com o Transtorno do Espectro do Autismo

Na Sessão da Câmara de Quixelô, do dia 29 de abril, a vereadora Jayllani Alexandre, (PSD), alertou para a péssima prática de soltar fogos de artifício com estampido. Segundo a vereadora “eles incomodam crianças e idosos, fazem sofrer autistas e deixam os animais em pânico”.   A vereadora conclamou a todos os vereadores daquela Casa para que juntos aprovem um projeto de lei, que ela encaminhará, para que seja proibido o uso de fogos que fazem barulho.

No Brasil – o segundo maior produtor mundial de fogos de artifício – os fogos são classificados em quatro categorias (A, B, C e D), de acordo com a quantidade de pólvora, que reflete no nível do estampido (som forte). Somente o tipo A não produz estampido, e, provavelmente por isso, não é tão popular entre os consumidores.

Os danos são significativos

Jayllani Alexandre é vereadora pelo PSD em Quixelô

Em animais tem uma resposta de luta ou fuga. Buscando fugir do barulho causado pelos fogos de artifício podem acontecer acidentes como atropelamentos, quedas, colisões, ataque epilético, desnorteamento, surdez, ataque cardíaco (principalmente em aves) ou o desaparecimento do animal, que pode percorrer longas distâncias em estado de pânico e não conseguir retornar ao seu local de origem.

Em humanos, a queima de fogos de artifícios pode causar o amputamento de membros, estresse nas crianças, incômodo nas pessoas em leitos de hospitais, morte, ataque epilético, desnorteamento, surdez e ataque cardíaco. O barulho de fogos de artifício é nocivo principalmente para as pessoas com o Transtorno do Espectro do Autismo, que podem ficar extremamente incomodadas e até entrar em crise severa.

Entretanto, não é só o barulho de fogos de artifícios que provoca danos socioambientais de grande importância, a própria queima emite poluentes significativos. Esse fato chama atenção para a necessidade de uma discussão a respeito da proibição completa do uso recreacional dos fogos de artifício como um todo, não apenas dos que produzem barulho.

Apoio da População

A vereadora propôs a convocação de uma audiência pública para discutir o tema com a população. Uma das ações previstas será promover uma intensa campanha de informação para a sociedade quixeloense sobre os riscos de utilizar fogos de artifício com estampido.

Em suas redes sociais a vereadora destaca que “Quixelô precisa acabar com fogos que produzem barulho”.