Brasil
Passageiro poderá escolher pagar mais caro para não conversar no Uber
A Uber anuncia uma categoria de viagens que dá ao passageiro a opção de não conversar com o motorista e de solicitar a temperatura do ar-condicionado antes de entrar no carro.
Lançada nos Estados Unidos, a funcionalidade Comfort chega ao Brasil em novembro, informou a empresa na última segunda-feira (7).
A opção será mais cara que o UberX, segundo modelo mais barato do aplicativo. A alternativa mais em conta hoje é o Juntos, em que pessoas podem compartilhar a viagem.
A empresa não diz qual será a variação de preço da categoria X para a Comfort. A Uber costumava cobrar uma taxa fixa de 25% no X, mas desde julho de 2018 passou a adotar uma taxa variável, que depende do tempo e da distância percorridos.
Segundo a Uber, ao solicitar uma viagem Comfort, o usuário poderá selecionar suas preferências no aplicativo, que vai exibir uma tela com opções pré-definidas para temperatura e conversa.
A categoria só permitirá carros mais novos e motoristas com uma avaliação média mínima. A média depende de cada cidade, diz a empresa.
Um motorista com nota três estrelas tem o desempenho considerado baixo em uma metrópole como São Paulo. As versões mais caras hoje são o Select, de carros mais espaçosos, e o Black, que remonta à chegada da companhia no Brasil, em 2014. Ela só permite automóveis pretos, sedã e com bancos de couro.
A empresa diz que adotou a função “sem conversa” após o retorno de usuários, e que busca padronizar a operação em todos os mercados em que opera (mais de 60 países).
Mais de 600 mil motoristas estão registrados no Brasil. Segundo dados da companhia, são 22 milhões de passageiros.
Enquanto amarga um prejuízo superior a US$ 5 bilhões (mais de R$ 20 bilhões), a companhia americana adota planos de longo prazo no céu. Nos últimos anos, investe em uma divisão de pesquisa e desenvolvimento chamada Uber Elevate, que pretende lançar um modelo de transporte aéreo (UberAir) nos próximos cinco anos.
Trata-se de um veículo autônomo e elétrico de decolagem e pouso vertical (uma mistura de drone e helicóptero), que já mobiliza montadoras como Daimler e Rolls-Royce.
Enquanto não pode lançar seu projeto audacioso, a empresa volta a apostar no serviço de helicóptero. Lançou ns última segunda-feira a usuários de Nova York uma opção para chegadas e partidas do aeroporto JFK.
Os voos duram cerca de oito minutos e custam de US$ 200 a US$ 225 (cerca de R$ 813 a R$ 915) por pessoa.
Fonte: Diário do Nordeste
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