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Fortaleza abriga quase 50 idosos vivendo em hospitais públicos devido à falta de moradia
João* passou mais de dois dos seus 74 anos de vida nos corredores do Hospital Mental de Messejana (HSM), em Fortaleza. Ele foi internado em dezembro de 2022 e, mesmo após receber alta, continuou na unidade, pois não tem para onde ir.
Situação semelhante é enfrentada por outras 48 pessoas, com idades entre 60 e 83 anos, que atualmente “moram” em unidades de saúde estaduais ou municipais do Ceará. Isso ocorre devido à falta de vagas em acolhimentos públicos e à impossibilidade de manter vínculos familiares.
De acordo com o Ministério Público do Ceará (MPCE), que obteve esses dados junto às promotorias de Justiça de Fortaleza, os hospitais notificam os órgãos em busca de ajuda para direcionar pacientes que receberam alta médica, mas ainda precisam de acolhimento social. Na Casa de Cuidados do Ceará, 18 pacientes permanecem ocupando vagas temporárias, enquanto idosos também estão alojados em diversas outras unidades de saúde do estado.
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