(Foto:Divulgação)
Em tese imprescindíveis na análise de um jogo de futebol, as estatísticas podem desapontar quem se agarra a elas.

Dois dos fundamentos mais importantes em uma partida são capazes de enganar os mais desatentos à classificação do Campeonato Brasileiro. Com o fim do primeiro turno, os líderes nos quadros de passes e dribles estão bem distantes da ponta da tabela: e há espaço até para o Náutico se sobressair, o lanterna de pior campanha da história dos pontos corridos.

Em ambos os fundamentos, o São Paulo também aparece com destaque. Mesmo assim, a equipe que mais pontuou na história do Brasileirão em pontos corridos — 711 conquistados em 10 edições e meia — parece ter desaprendido a disputar a maratona de 38 rodadas.

Com metade do campeonato para trás, o tricolor paulista tem vários predicados que o colocariam entre os favoritos ao título. Ninguém neste Brasileirão tem tanto tempo de posse de bola quanto o São Paulo, por exemplo. Apesar disso, os comandados de Paulo Autuori completaram ontem 11 rodadas na zona de rebaixamento, com 18 pontos somados em 19 partidas até agora.

Sozinhos, os números não chegam a explicar por que o São Paulo tem o segundo pior ataque do campeonato, se é o time que mais acerta passes e, ainda, um dos que menos erra: apenas um toque sem direção para cada 11 corretos. Além disso, ainda dribla muito, impulsionado pelo individualismo da dupla Osvaldo e Aloísio. 

Para o São Paulo, não basta que Rogério Ceni e Jadson acertem o pé antes de cobrar pênaltis nem focar no treinamento de pontaria ao tentar fazer gols. Se um time com tanta bola no pé é apenas o 10º que mais finaliza, falta atenção no momento do famigerado “último passe”.

 

Fonte: Super Esportes