Pesquisadores do Instituto de Neurociência Rockefeller, dos Estados Unidos, anunciaram nesta terça-feira (15) que conseguiram curar duas pessoas de vícios severos em drogas. Para conseguir o feito, cirurgias cerebrais foram realizadas de forma experimental.

Ao todo, quatro pessoas passaram pelo tratamento, que ainda se encontra em fase de estudos. Para um dos voluntários, ele não funcionou e, para o outro, ainda está sendo monitorado.

A cirurgia funciona como uma estimulação profunda do cérebro e já é aprovada nos EUA para casos de Parkinson, TOC e epilepsia grave.

Um fio elétrico é implantado em uma área do órgão que ajuda a regular a função da dopamina, neurotransmissor que atua no sistema de recompensa e satisfação. Além disso, o mesmo dispositivo atua no córtex frontal, associado à tomada de decisões.

Atuando diretamente, o fio também permite que as funções cerebrais sejam monitoradas à distância, permitindo que ele seja realocado remotamente.

USUÁRIO CURADO

Gerod Buckhalter, de 33 anos, é usuário de drogas desde os 15, quando precisou tratar uma lesão de basquete com opióides. Com o vício, acabou chegando na heroína.

Ele foi um dos participantes do estudo e já era paciente do instituto, mas havia conseguido ficar apenas dois meses longe das drogas.

Agora, ele está sóbrio há dois anos e meio, toma remédio, faz terapia e trabalha em uma clínica de reabilitação.

PROCEDIMENTO

Caro, o procedimento utilizado nos pacientes ainda é experimental. Segundo os cientistas, mais uma dúzia de pacientes deve ser testada nos próximos anos.

Para a diretora do Instituto Nacional de Abuso de Drogas dos Estados Unidos, Nora Vulkow, ele pode se tornar em um método barato e menos invasivo.

Fonte: Diário do Nordeste