Ceará
Recuperação de pacientes continua após alta hospitalar
Desde as primeiras confirmações de pacientes com Coronavírus no Ceará, as medidas para enfrentamento à doença foram adotadas para evitar a propagação acelerada. Com 2.291 pacientes em tratamento, segundo a plataforma Integrasus, 88 receberam alta hospitalar e 413 permanecem internados até 14 de março.
O processo de recuperação dos pacientes acontece de duas formas, segundo o infectologista Keny Colares, do Hospital São José de Doenças Infecciosas (HSJ). A primeira, a “cura clínica”, ocorre quando não há mais sintomas da doença. Já a “cura microbiológica” significa que organismo eliminou totalmente o vírus, algo que pode demorar mais para acontecer. “Isso varia muito de pessoa para pessoa. Aparentemente, os pacientes levam algum tempo eliminando o vírus, principalmente se compararmos casos leves e graves”, explica.
Os casos leves são aqueles que podem permanecer em casa. Normalmente o paciente é orientado a permanecer isolado em um cômodo dentro de casa, sem manter contato com a família. Saindo deste cômodo apenas em caso de necessidade e usando máscara para proteger os demais moradores da residência. Mas nunca saindo de casa. Nestes casos, conforme o infectologista, o mais comum é que o vírus permaneça presente por 14 dias a partir do começo dos sintomas.
“Quando não mais houver sintomas, tiver pelo menos três dias sem febre ou sintomas respiratórios (como tosse), é possível dizer que ele esteja curado. É importante ressaltar que a tosse pode ficar com o paciente por uns dias, mas ela não pode ser forte, nem causar incômodos. E isso para casos leves e com acompanhamento médico”, diz Keny.
O médico explica ainda que a realidade para casos graves é outra. “Cada paciente tem sua própria avaliação médica em casos graves. Alguns levam mais tempo que outros para se recuperar”, disse. Algumas internações levam um dia, outras duas semanas. Alguns pacientes chegam a necessitar de UTI, mas tudo sob o olhar atento da equipe médica que avalia as necessidades de cada paciente. “A alta hospitalar pode significar apenas que ele não precisa mais de internação. Então ele vai passar a ter o isolamento domiciliar, como ocorre nos casos leves, até eliminar o vírus completamente”, comenta o infectologista.
Casos assintomáticos
Uma questão preocupante são o registro de casos assintomáticos. Ou seja, pessoas que têm o vírus, mas não apresentam sintomas, fazendo com que nem mesmo saibam que estão doentes. “A proporção da quantidade dessas pessoas ainda não é clara. Imagina-se que ela também possa transmitir, mas ainda não se sabe o alcance disso. Esse é um dos motivos que tornam o distanciamento social tão importante. Na verdade, fundamental. Ele dificulta a transmissão, não importa se o transmissor é um caso leve, grave ou assintomático. E mesmo após a cura, todos eles devem seguir essa recomendação”, disse Keny Colares.
Fonte: CNews
DIÁLOGO MAIS PODCAST – O Ódio na Política
-
Iguatu6 dias atrásIguatu recebeu secretário da SDA para assinatura de ordens de serviço de sistemas de abastecimento de água
-
Brasil6 dias atrásGoverno federal cria medidas para combater cambismo digital e garantir água gratuita em eventos
-
Ceará6 dias atrásPesquisa da UFC identifica presença de bisfenóis em caranguejos de manguezais no Ceará
-
Noticias6 dias atrásMorre aos 83 anos o ator e diretor Gracindo Júnior, ícone da televisão Brasileira
-
Brasil4 dias atrásConselho Nacional de Política Cultural recebe inscrições até 22 de setembro
-
Brasil5 dias atrásPESQUISAS – Ciro ainda lidera, mas Elmano encurta a distância em ritmo acelerado”.
-
Curiosidades4 dias atrásMaturidade, e não criação, pode explicar comportamento de quem nasceu entre 1955 e 1978
-
Brasil5 dias atrásBrasil terá Japão e Singapura como adversários em amistosos de novembro
