Ceará
Correios: Greve ainda não afeta atendimento no CE
Segundo a estatal, paralisação está concentrada na área de distribuição. 87,9% dos funcionários da empresa no Estado seguem trabalhando. Agências que aderiam ao movimento continuam com serviços disponíveis.
A paralisação dos Correios, deflagrada na noite de terça-feira (19), não afetou os serviços de atendimento no Ceará. A informação foi confirmada ontem pela empresa. “Até o momento, todas as agências, inclusive nas regiões que aderiram ao movimento paredista, estão abertas e todos os serviços estão disponíveis”, disse a estatal.
Nas agências que tiveram adesão dos trabalhadores, os Correios já colocaram em prática o Plano de Continuidade de Negócios para minimizar os impactos à população. Avalia também que o movimento está concentrado na área de distribuição. Segundo levantamento parcial da empresa, 87,9% dos funcionários no Ceará estão presentes e trabalhando – o que corresponde a 2.289 empregados em atividade. Para a população, a estatal orienta o aguardo das entregas, pois para evitar atrasos, está sendo executado o plano de continuidade das operações.
Com os sindicatos que não aderiram à paralisação, as negociações estão sendo realizadas no decorrer da semana. “Os Correios continuam dispostos a negociar e dialogar com as representações dos trabalhadores na busca de soluções que o momento exige e considera a greve um ato precipitado que desqualifica o processo de negociação e prejudica todo o esforço realizado durante este ano para retomar a qualidade e os resultados financeiros da empresa”, destaca a empresa.
Trabalhadores
A paralisação das atividades dos Correios afetou 70% das agências de Fortaleza. É o que aponta Luis Santigo, coordenador-geral da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares no Ceará (Fentect-CE). “O movimento acontece em todo o Estado. Junto com as agências, atingimos os Centros de Distribuição Domiciliária e os Centros de Entrega”, ressalta. Das 43 agências em Fortaleza, 31 tiveram o atendimento afetado de acordo com Santiago. Não há previsão de encerramento do movimento.
Além da campanha salarial 2017/2018, com a reposição da inflação (não informada pelo líder sindical), a entidade pede R$ 300 de reajuste linear. Os trabalhadores também protestam contra o fechamento de agências no País, as ameaças de demissão motivada, falta de concursos públicos e a retirada de vigilantes dos estabelecimentos. “Essas medidas retiram não somente a qualidade do serviço para a população, mas prejudicam quem trabalha nos Correios. Tínhamos aproximadamente 2.800 funcionários no Ceará. Com o programa de demissão, esse número chegou a 2.600. E também não falam em concursos públicos. O último ocorreu em 2011”, afirma o coordenador Geral da Fentect-CE.
Saiba mais
Agências
Em Fortaleza os Correios possuem 43 agências de atendimento, entre unidades próprias e terceirizadas, além de 14 Centros de Distribuição Domiciliária (CDDs) e dois Centros de Entrega de Encomendas (CEEs). No Estado, o número salta para 218.
Brasil
O levantamento parcial da empresa no País mostrou que 93,17% do efetivo total dos Correios estão presentes e trabalhando – o que corresponde a 101.161 empregados.
Estados
Além do Ceará, aderiram ao movimento grevista os Estados de Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Sergipe, Santa Catarina e o Distrito Federal.
O Povo
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