Brasil
Universidade afro-brasileira é reparação histórica de séculos, afirmam estudantes
Lula foi o patrono da turma de Humanidades na Unilab, Campus dos Malês, na Bahia
A formatura da 2ª turma do Bacharelado em Humanidades, do Campus dos Malês da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), em São Francisco do Conde, no Recôncavo Baiano, aconteceu na noite desta sexta-feira (18). A turma é composta por 68 estudantes, entre brasileiros e de países lusófonos e teve o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como patrono.
Fabiana Gerlarde, é formanda. A carioca veio para o Recôncavo para cursar a Universidade. “A Unilab busca fazer uma reparação histórica de pelo menos três séculos e quebrar com uma hegemonia epistemológica do conhecimento ocidental. Estou muito feliz de me formar aqui e de ter acesso ao conhecimento construído coletivamente nesse espaço”, acredita.
A antropóloga e professora, Cristiane Souza, afirma que a Unilab, assim como a Universidade Federal de Integração Latino-Americana (Unila), tem sido muito atacadas pelo governo golpsita de Michel Temer. “Aqui na Unilab nós temos resistido com muito trabalho, buscando parcerias com várias entidades da sociedade civil”.
A professora conta também que há cerca de um mês os professores receberam um aditivo que indicava o corte de todas as bolsas para estudantes estrangeiros. “Se isso acontecesse acabaria com a base do projeto da Universidade, que é a integração internacional, porque a maioria dos nossos estudantes são estrangeiros dos países de língua oficial portuguesa, por isso exigimos que esse aditivo fosse cancelado, e depois de um amplo processo de mobilização conseguimos”, conta.
Elisa Gales, por exemplo, está há seis meses no Brasil. Angolana, Elisa veio cursar Licenciatura em Humanidades. “O mais difícil aqui é a saudade da família, mas como a integração entre os africanos e brasileiros é muito forte, isso ajuda a se acostumar com a distância”.
Elisa mora com duas amigas que vieram de São Tomé e Príncipe, também estudantes da Unilab. Sobre a graduação que está cursando, destaca que o fato de ser multidisciplinar e abranger várias áreas é muito positivo. “Acabamos conhecendo mais da nossa história, porque lá nos nossos países acabamos estudando muito a Europa e a América, e não estudamos a África. Mas aqui na Unilab estudamos a África”, afirma.
Já Sara Salvatera, que é de São Tomé e Príncipe, integrou a primeira turma que se formou na Universidade, em dezembro de 2016 e completou o bacharelado em humanidades. Agora ingressa no curso de História com ênfase em relações internacionais. Há três anos no Brasil ela também destaca a integração como uma das principais características da Unilab. “Estar longe da família é ruim, mas perceber que formamos uma família aqui é muito importante, além de ter acesso a uma Universidade de qualidade”, pontua.
O primeiro Campus da Unilab foi inaugurado em 2010, na cidade de Redenção, no Ceará. Já o Campus dos Malês, em São Francisco do Conde, começou a receber estudantes em 2014.
A atividade aconteceu no segundo dia da caravana Lula Pelo Brasil. O ex-presidente percorrerá nas próximas semanas os nove estados do nordeste para conhecer os impactos das políticas sociais de seu governo para a região.
Fonte: Brasil de Fato
-
Brasil7 dias atrásMoraes acusa Mendonça de abuso de autoridade, improbidade e crime de responsabilidade e pede providências a Fachin
-
Curiosidades6 dias atrásMaturidade, e não criação, pode explicar comportamento de quem nasceu entre 1955 e 1978
-
Brasil6 dias atrásConselho Nacional de Política Cultural recebe inscrições até 22 de setembro
-
Brasil7 dias atrásPESQUISAS – Ciro ainda lidera, mas Elmano encurta a distância em ritmo acelerado”.
-
Ceará6 dias atrásEquipe conquista ouro na Olimpíada de História em homenagem a estudante cearense em tratamento contra câncer
-
Brasil6 dias atrásBanco do Nordeste terá R$ 60,9 bilhões para financiar projetos em 2027
-
Entretenimento6 dias atrásRock in Rio 2026: veja as principais mudanças e novidades na Cidade do Rock
-
Brasil6 dias atrásQuase 2 milhões de brasileiros trabalham por meio de aplicativos, aponta IBGE
