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Educadora defende inclusão digital crítica diante do avanço da inteligência artificial

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O avanço de tecnologias como a internet e a inteligência artificial deve ser acompanhado de pensamento crítico, e não apenas da oferta de ferramentas digitais a estudantes e professores. A avaliação é da educadora Daniela Costa, consultora da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil.

Segundo a especialista, a inclusão digital precisa ir além do simples acesso a computadores, celulares e plataformas. É necessário preparar alunos e educadores para compreenderem como essas tecnologias funcionam, avaliarem as informações recebidas e utilizarem os recursos de maneira consciente e responsável.

Durante sua análise, Daniela também destacou resultados positivos do uso adequado da tecnologia na educação. Um exemplo citado foi a experiência na China, onde aulas de alta qualidade distribuídas para cerca de 100 milhões de estudantes de áreas rurais contribuíram para melhorar o desempenho escolar e reduzir diferenças salariais entre populações urbanas e rurais.

Ao mesmo tempo, a educadora chamou atenção para os possíveis efeitos negativos do uso excessivo das tecnologias. Ela mencionou pesquisas realizadas em 14 países que apontaram impactos na aprendizagem provocados até mesmo pela presença de celulares próximos aos estudantes, reforçando a necessidade de estabelecer critérios para o uso desses recursos no ambiente escolar.

Nesse cenário, a chegada da inteligência artificial às salas de aula amplia o desafio para escolas e professores. Para a especialista, a tecnologia pode contribuir para a educação, mas precisa estar associada à formação, ao pensamento crítico e à capacidade de avaliar seus benefícios e riscos, evitando que a inclusão digital se limite simplesmente à distribuição de equipamentos e ao acesso às ferramentas. (Foto: Reprodução/ Agência Brasil)

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