Policial
‘Fui usada como escudo humano’, lembra sobrevivente de tiroteio em Fortaleza
A mulher baleada no tiroteio na noite desta sábado (29) na Praia dos Crush, em Fortaleza, se recupera do ferimento na perna e não corre risco de sequelas, conforme disse a reportagem neste domingo. Ela relatou que presenciou a correria durante os tiros, foi usada como “escudo humano”, recebeu ajuda de policiais de folga e foi a três hospitais até receber atendimento médico. Além da mulher ferida, uma pessoa morreu alvo dos tiros do homem preso.
“Quando eu já estava mais distante das minhas amigas, ouvi um barulho de fogos ou de tiro, não consegui diferenciar. Depois foi uma correria e um tiro e só vi um homem me puxando, me agarrando. Fui usada como escudo humano”, conta a vítima do tiro, que prefere não se identificar.
O motivo do crime ainda não foi esclarecido, mas ela conta que os policiais citaram como principal hipótese “acerto de contas”: o suspeito, de 18 anos, foi preso por matar um rival, que, antes de morrer, chegou a agarrar a mulher para tentar se defender.
A sobrevivente conta que conseguiu se desprender do homem que a segurou e, durante a fuga do tiroteio, foi baleada na perna.
“De repente eu não conseguia colocar o pé no chão, aí fui ajudada por dois policiais que estavam de folga e foram muito atenciosos comigo. Depois recebi atendimento do Samu, que disseram que a bala estava alojada e eu precisava ir a um hospital”, lembra.
Demora no atendimento
Ela conta que passou por dois hospitais antes de receber atendimento no Instituto Doutor José Frota, no Centro de Fortaleza. “Fomos ao Frotinha da Parangaba e fiquei chateada porque não fui atendida. Depois fui ao HGF [Hospital de Geral de Fortaleza], que não tem atendimento pro meu caso. Só no IJF que fui atendida.”
Na unidade, o médico explicou um estilhaço da bala está alojado na perna dela e que, no momento, seria melhor esperar a cicatrização.
“Ainda sinto dores, tenho dificuldade em apoiar a perna no chão, mas é porque ainda foi muito recente. Na hora tive medo de perder o movimento da perna, mas o médico me tranquilizou e disse que não foi nada grave, graças a Deus.”
Fonte: G1/CE
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