Ceará
Ceará faz 729 transplantes até junho e supera primeiro semestre de 2015
O Ceará superou, no primeiro semestre de 2016, o número de transplantes realizados no mesmo período do ano passado, com salto de 646 transplantes de janeiro a junho de 2015 para 729 este ano. O primeiro semestre de 2016 teve mais transplantes de coração, fígado, pulmão, medula óssea e córnea que o mesmo período do ano anterior. Em todo o ano de 2015, o Ceará realizou 1.433 transplantes, melhor marca da história. Este ano, até junho, foram realizados 123 transplantes de rim, 14 de coração, 90 de fígado, 3 de pulmão, 39 de medula óssea (25 autólogos e 14 alogênicos), 454 de córnea e seis de esclera.
O Brasil tem hoje o maior sistema público de transplantes do mundo, no qual cerca de 95% dos procedimentos e cirurgias são feitos com recursos públicos. O Ceará, anualmente, fica entre os Estados que mais realizam transplantes de órgãos no país, com recordes sucessivos. Além do elevado nível de especialização e excelência das equipes transplantadoras no Ceará e do trabalho das Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTTs), um dos principais fatores que contribuem para o crescimento no número de transplantes é a solidariedade característica dos cearenses. Para ser um doador não precisa deixar mais nada por escrito, basta avisar a família sobre a vontade de doar e ajudar a salvar vidas.
No Registro Brasileiro de Transplantes (RBT) relativo a 2015, o Ceará aparece com a melhor taxa de transplantes de fígado do Brasil, terceiro estado do país em doadores efetivos de órgãos e tecidos para transplantes por milhão da população (pmp) e terceiro em transplantes de órgãos de doadores falecidos. O Ceará tem 62 hospitais notificantes de potenciais doadores, públicos, privados e filantrópicos, cadastrados no Ministério da Saúde. Das 18 Comissões Intra-Hospitalares formalizadas no Estado, 14 delas funcionam em Fortaleza, duas em Sobral e duas no Cariri. As UPAs 24 horas também fazem a notificação de potenciais doadores de órgãos e tecidos através dos hospitais notificantes.
O processo de doação começa com a identificação e manutenção dos potenciais doadores. Para doar não precisa deixar nada registrado na carteira de identidade. Nos hospitais, o profissional da CIHDOTT realiza avaliação das condições clínicas do potencial doador, da viabilidade dos órgãos a serem extraídos e faz entrevista para solicitar o consentimento familiar da doação dos órgãos e tecidos. Em seguida, os médicos comunicam à família a suspeita da morte encefálica, realizam os exames comprobatórios do diagnóstico, notificam o potencial doador à Central de Transplantes, que repassa a notificação à CIHDOTT. Nos casos de recusa da doação, o processo é encerrado.
Fonte: CEARA/GOV
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