Política
TSE sobre fake news: “Gostaríamos de ter um solução eficaz. De fato, não temos”
Polícia Federal conduzirá investigaçã criminal de forma sigilosa e não dá prazo para conclusão.
A presidenta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosa Weber, afirmou neste domingo que a instituição fez tudo o que pode para combater a disseminação de notícias falsas durante as eleições gerais de 2018.
Weber deu a declaração durante entrevista coletiva à imprensa na tarde deste domingo (21). Na mesma ocasião, foi informado que o inquérito da Polícia Federal solicitado pela Procuradoria-Geral da República e que investiga as revelações da reportagem da Folha de S.Paulo correrá em sigilo.
“Nós entendemos que não houve falha alguma na Justiça Eleitoral no que tange a isso que se chama fake news. Gostaríamos de ter um solução pronta e eficaz. De fato, não temos”, afirmou Weber.
A presidenta do órgão não deu declarações mais profundas em relação ao escândalo de caixa dois envolvendo a campanha de Jair Bolsonaro (PSL), alegando que a Lei Orgânica da Magistratura veda comentários sobre processos ainda em andamento, evitando inclusive fazer projeções sobre os possíveis desdobramentos eleitorais das apurações.
A demanda colocada pela campanha do PT – de que a Justiça Eleitoral deveria realizar medidas cautelares de busca e apreensão nas empresas e agências envolvidas no caso no bojo das ações de investigações judiciais eleitorais – não foi rebatida pela ministra.
Também presente na coletiva de imprensa, o delegado da Polícia Federal Elzio Vicente da Silva, que comanda a Diretoria de Combate ao Crime Organizado, apontou que, além do sigilo requerido pelo delegado que conduz o caso na esfera criminal, é impossível em falar em prazos para que a investigação seja concluída.
“A investigação que foi instaurada corre em sigilo, [apesar de que] há sempre um esforço para que se dê o máximo de transparência aos atos da Polícia Federal. No caso mencionado, o que se pode dizer que a investigação será conduzida com a máxima amplitude para se chegar à máxima acurácia, dentro de um prazo razoável. É imprevisível”, afirmou.
A campanha de Jair Bolsonaro é suspeita de ter recebido financiamento empresarial não declarado – duas práticas vedadas pela lei eleitoral – para contratar serviços de disparo de mensagens no WhatsApp. Silva justificou o sigilo, entre outras coisas, para preservar a “estratégia de investigação”.
Fonte: Brasil de Fato
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