Política
“Superpedido” de impeachment de Bolsonaro é protocolado com 46 signatários nesta quarta-feira (30)
O anunciado “superpedido” de impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) teve 46 signatários e foi protocolado nesta quarta-feira (30), na Câmara.
O texto inclui argumentos apresentados em outros 123 pedidos já apresentados e acrescenta indícios de prevaricação por parte do presidente no caso de suspeita de corrupção no contrato da vacina indiana Covaxin.
Dentre os partidos que assinam o documento, estão PT, PCdoB, PSB, PDT, PSOL, Cidadania, Rede, PCO, UP, PSTU e PCB, estes quatro últimos sem representação no Congresso.
Os ex-aliados do presidente, Alexandre Frota (PSDB-SP) e Joyce Hasselman (PSL-SP), também foram signatários. O pedido foi elaborado por um grupo de juristas e atribui a Bolsonaro 23 crimes de responsabilidade.
A denúncia do empresário Luiz Paulo Dominguetti Pereira, que afirmou ter recebido pedido de propina de US$ 1 por dose em troca de fechar contrato com o Ministério da Saúde, foi incluída como um pedido de investigação, mas não ainda como um suposto crime do presidente.
Nesta terça-feira (29), a presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), indicou que o superpedido poderá futuramente ser ampliado para incluir a denúncia envolvendo a negociação de propina revelada pelo jornal Folha de S.Paulo. “Podemos adendar a peça”, disse.
O superpedido de impeachment é resultado de uma articulação de partidos de oposição a Bolsonaro e ex-aliados do presidente. Esse grupo reúne cerca de 140 deputados. Para eventual impeachment passar pela Câmara, são necessários 342 votos dos 513 deputados.
Assinam o superpedido centrais sindicais, movimentos sociais, deputados da oposição e de centro-direita, associação de juristas e personalidades, entre outros.
No texto, os autores da ação lembram que, até esta quarta, já foram protocolados 122 denúncias de prática de crimes de responsabilidade junto à Câmara dos Deputados – seis delas foram arquivadas.
Fonte: Diário do Nordeste
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