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O Dia Mundial da Superdotação é lembrado nesta quarta-feira (10), e o Brasil ultrapassa 2 mil pessoas superinteligentes identificadas por uma entidade global. De acordo com a Mensa, uma organização que reúne pessoas com altas capacidades intelectuais, o estado de São Paulo lidera o ranking, com 984 pessoas identificadas com alto QI.

Conforme a Associação Mensa Brasil, 70% dos identificados com altas habilidades ou superdotação, no país, têm entre 19 e 36 anos. O brasileiro mais velho, mapeado, tem 72 anos.

As pessoas entre 13 e 18 anos correspondem a 10%, mesmo índice verificado na faixa etária entre 37 e 45 anos. “Apenas 5% possuem atualmente mais de 45 anos de idade”, diz a Mensa.

Em média, a população do Brasil apresenta um QI de 100 pontos, com uma variação de 15 pontos para mais ou para menos – 85 a 115. Superdotados, ou superinteligentes, tem um QI muito acima desta média e representam apenas 2% da população do planeta.

Para ser considerada uma pessoa com superdotação, pela Mensa, é preciso obter 131 pontos ou mais. A associação quer ampliar a identificação de pessoas com muito QI acima da média, por meio de testes.

Priscila Zaia, psicóloga especialista em superdotação e supervisora nacional da Mensa Brasil, aponta que essas pessoas “possuem um olhar diferenciado para o mundo, fazendo com que apresentem comportamentos e/ou pensamentos diferentes da maioria”. Por isso, segundo ela, é preciso multiplicar as informações sobre altas habilidades.

Aptidões consideradas pela psicologia na avaliação de inteligência:

Raciocínio rápido para resolver problemas e pensar em soluções (o cérebro de pessoas com altas habilidades processa rapidamente o que deve ser feito);
Boa memória operacional (capacidade de executar uma tarefa enquanto manipula outro tipo de informação);
Facilidade para discriminar sons ou visualizar detalhes de imagens;
Atenção elevada ao ambiente;
Memória de longo prazo.

Fonte: G1