Rotas Imobiliárias
ROTAS IMOBILIÁRIAS: Mercado imobiliário de Iguatu; Para qual direção devemos crescer?
O crescimento imobiliário da cidade de Iguatu no Estado do Ceará, tem se notabilizado em especial, pela criação e instalação de loteamentos nas áreas urbanas que margeiam a cidade. Esse crescimento que tem nos projetos sociais do governo federal o antes MINHA CASA, MINHA VIDA e agora o CASA VERDE E AMARELA, tem como principal objetivo atender a demanda da casa própria, em especial para as pessoas de renda menor sendo os imóveis financiados pelos bancos, entre os quais e com maior abrangência a Caixa Econômica Federal.
Assim entendemos ser indiscutível que a cidade cresce a passos largos, mas a grande questão é se de fato esse crescimento tem sido globalizado, ou seja, se tem atendido as demandas existentes, ou apenas se avoluma o que difere totalmente da essência de “crescer”.
Recentemente recebemos uma faculdade de medicina na cidade, que aliada aos demais cursos presenciais com retorno já no mês de fevereiro do corrente ano, além do fim do trabalho remoto em instituições públicas e privadas, contribuíram para um verdadeiro caos no mercado de locação de imóveis. Alguns meses atrás nessa coluna alertávamos sobre a possibilidade desse acontecimento, uma vez que a cidade não se verticaliza e não se expande com imóveis que possam atender as demandas atuais e vindouras.
Diante dessa situação posta e preocupante em nossa cidade, a verdadeira direção a seguir deverá ter dois sentidos: O primeiro refere-se a expansão imobiliária comercial que deverá se deslocar para ruas próximas ao centro, como Ruas José Alencar, 15 de novembro, Dr. João Pessoa e Treze de Maio, além dos corredores de acesso ao centro como Avenida Perimetral (Roberto Costa), Rua do Cruzeiro (Ailton Alexandre), Fransquinha Dantas, Dário Rabelo, entre outras. O segundo é a necessidade de instalação de condomínios de apartamentos, os quais atendem grande número de pessoas em pouco espaço, sendo estes já existentes em cidades interioranas como Sobral, Juazeiro e Quixadá, que propiciaram àquelas cidades resolutividade aos problemas por lá existentes.
Por fim, a hora de investir nesse segmento é agora pois a demanda no momento encontra-se no mínimo o dobro da oferta, ressaltando que a cada semestre o problema se agrava sem nenhuma perspectiva de resolução. Desta forma, fica claro que o crescimento imobiliário atual não atende o que de fato a cidade precisa, necessitando desta forma que investidores acreditem no potencial do município, possibilitando assim um crescimento de forma homogênea nos segmentos residenciais e comerciais.
(Francinildo Lima, advogado,
corretor de imóveis e especialista em Direito Imobiliário)
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