Ceará
Pretos e pardos são mais pobres que brancos no Ceará, diz IBGE
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta sexta-feira (11), estudo que atestou, mais uma vez, uma realidade preocupante: a desigualdade social por cor e raça no Ceará. No estado, as populações preta e parda viveram com menos dinheiro em 2021 se comparadas à branca, esta com parcela menor em diferentes níveis de pobreza.
Dados do estudo, chamado Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil, apontam que, no estado, a população branca que viveu com o valor de 5,50 dólares — R$ 29,22 na cotação desta sexta — era de 49,7% entre pessoas pretas ou pardas frente a 38,8% entre brancas.
Já na linha de extrema pobreza, de 1,90 dólares — R$ 10,09 convertidos na taxa atual —, pretos e pardos também estiveram com rendimentos abaixo da linha, com 16,1%. A população branca que ganhou abaixo desse valor é de 12,4%. As faixas são propostas pelo Banco Mundial.
Reflexos
Os níveis de desigualdade históricos se refletem, entre outros aspectos, nas condições de moradia e patrimônio. Em 2019, a proporção de pessoas brancas que moravam em casas sem documentação de propriedade era de 21,9%. Pretos e pardos representaram uma proporção maior nessa situação: 33,6% e 29,8%, respectivamente.
Já em relação à ocupação do domicílio, a diferença diminuiu: 76% da população branca moravam em casa própria, enquanto o índice era de 73,4% para negros e 71,6% para pardos.
Contudo, as características das casas próprias salientaram diferenças entre os segmentos. Casos próprias de pessoas brancas tinham, em média, 6,6 cômodos, enquanto pretos tinham residencias com 5,7 cômodos, e pardos, com 5,8.
Os números de cômodos foram maiores entre brancos em todos os estados, apontou o IBGE, que dispôs, ainda, uma situação de maior insegurança de posse e de informalidade da moradia própria entre pretos e pardos.
Também do IBGE, a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) mais recente, de 2017-2018, levantou, nos domicílios próprios, que o valor hipotético de aluguel mensal da unidade foi de R$ 507 para brancos, enquanto que, para pardos e pretos foi menor, de R$ 362 e R$ 335, respectivamente.
Fonte: G1 CE
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