Inovação e sustentabilidade. Um novo ativo esfoliante desenvolvido por pesquisadoras da Universidade Federal do Ceará (UFC) é uma aposta para o tratamento de melasma a partir da cera da carnaúba, planta típica da caatinga cearense. Neste ano, a UFC recebeu a carta patente do composto pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

Além da cera, o ativo contém ácido kójico na composição, clareador já conhecido no mercado para melhora de manchas e uniformização do tom da pele. O composto já está pronto para ser comercializado e agora as pesquisadoras estão em busca de indústrias interessadas na produção em larga escala.

A professora do curso de Farmácia da UFC e uma das responsáveis pela pesquisa, Tamara Gonçalves, explica que a ideia do projeto era desenvolver um ativo esfoliante que substituísse os microplásticos, agentes poluentes. Assim, após inúmeros testes com insumos vegetais, as pesquisadoras conseguiram produzir, da cera da carnaúba, as microesferas.

“Nas nossas pesquisas, tentamos sempre trazer compostos que não tragam danos ao meio ambiente, aí veio a ideia de trabalhar com um material mais rígido. Depois de muitos testes descobrimos que era possível fazer microesferas com a cera de carnaúba”, explica a professora.

Fonte: Diário do Nordeste