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Perícia encontra sangue em lancha de suspeito por desaparecimentos
A Polícia Federal afirmou nesta quinta-feira (9) que vestígios de sangue foram encontrado na lancha do pescador Amarildo da Costa de Oliveira, conhecido como Pelado, suspeito por envolvimento no desaparecimento do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips. A dupla desapareceu no Vale do Javari, próximo à fronteira com o Peru, no domingo (5).
O material foi coletado e está a caminho de Manaus, onde será analisado. A prisão temporária de Amarildo foi solicitada pela Polícia Federal. O sangue foi encontrado na embarcação usada por Amarildo que, segundo testemunhas, seguia a lancha de Phillips e Pereira e é suspeito de envolvimento no desaparecimento da dupla. Ainda não há confirmação do envolvimento do pescador com o caso.
Segundo a agência Amazônia Real, “Pelado” e mais dois pescadores ameaçaram o indigenista com armas no sábado (4). Testemunhas ouvidas pela agência afirmaram que Amarildo tem envolvimento com o tráfico de drogas e é “um dos caras mais perigosos da região do Ituí”.
Na quarta-feira (8), o órgão federal afirmou não descartar nenhuma linha investigativa sobre os desaparecidos, inclusive a hipótese de homicídio. Os agentes fizeram buscas em sua residência, localizada na mesma comunidade onde os dois foram vistos pela última vez antes de desaparecerem. O suspeito foi preso na quarta em flagrante por posse de drogas e munição de uso restrito das Forças Armadas. Durante audiência de custódia, Pelado negou qualquer relação com o sumiço da dupla.
De acordo com o jornal O Globo, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal foram informados por Bruno Pereira sobre uma organização criminosa que pratica pesca e caça ilegal no Vale do Javari. Em uma reunião realizada em 4 de abril, o indigenista apresentou um mapeamento das atividades ilícitas praticadas na área, inclusive mostrando fotos de homens que agora aparecem como suspeitos. Em todo o período entre essa reunião e o desaparecimento, as autoridades não efetuaram nenhuma ação para investigar as ilegalidades.
Fonte: Nexo
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