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Organização Criminosa pressiona comunidades “neutras” para ingressar em facção no CE

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Moradores de Fortaleza foram surpreendidos por um barulho, na noite da segunda-feira, 8. Era possível escutar o estrondo de fogos de artifício em diversos pontos da Cidade, mas o lugar com mais intensidade seria a Grande Messejana. Nos grupos de WhatsApp de bairros as pessoas se indagavam se havia alguma comemoração. Em outras páginas de redes sociais, a população chegou a brincar que seria um Revéillon.

Conforme fonte ligada à inteligência da Polícia Militar do Ceará, comunidades que eram neutras, ou seja, onde não havia predominância de uma facção específica, passaram a integrar a organização criminosa Comando Vermelho (C.V.). Os fogos foram ouvidos na região onde predomina o Comando Vermelho. O POVO divulgou que os integrantes divulgaram uma série de vídeos simultâneos dos fogos e ostentando armas.

A situação desta segunda-feira, 8, lembra, em partes, o que aconteceu no ano de 2016, quando aconteceram várias comemorações em bairros de Fortaleza que seriam relacionadas a uma ordem para selar um “acordo de paz” entre as facções. À época, houve uma suposta pacificação.

Não há, no entanto, acordo entre Comando Vermelho e a GDE. A mudança faz com que a facção Guardiões e Estado (GDE) fique em um patamar menor. Conforme a fonte, a adesão das comunidades neutras é feita com pressão. “Adere ou morre”, explica. Antes, as organizações criminosas aceitavam a neutralidade, ou seja, a comunidade não integrar uma facção específica. Como era o caso da comunidade do Por do Sol, era considerada neutra.

Nota da SSPDS

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (PCCE) informa que a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) está com investigações em andamento com o objetivo de capturar os responsáveis por imagens divulgadas nas redes sociais, onde indivíduos efetuam disparos de arma de fogo e soltam fogos em alusão a um grupo criminoso. Um dos suspeitos já foi identificado. O fato aconteceu no bairros Paupina e na comunidade Pôr do Sol, em Messejana, ambos pertencentes à Área Integrada de Segurança 3 (AIS 3). Policiais civis do 35º Distrito Policial (DP) realizam diligências e oitivas referentes ao fato. A SSPDS ressalta ainda que há um trabalho ostensivo realizado na região pela Polícia Militar do Ceará (PMCE) com a atuação de equipes da Força Tática (FT), do Comando de Policiamento de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (CPRaio) e com o apoio de equipes do Batalhão de Polícia de Trânsito Urbano e Rodoviário Estadual (BPRE) e da Guarda Municipal de Fortaleza (GMF) na região.

Denúncias

A SSPDS ressalta que a população pode contribuir com as investigações repassando informações que possam auxiliar os trabalhos policiais. As denúncias podem ser feitas pelo número 181, o Disque-Denúncia da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS); para o telefone (85) 3101-4429, do 35º Distrito Policial (DP); ou ainda para o número (85) 98439-0021, que é o WhatsApp do 16º Batalhão de Polícia Militar (BPM), por onde podem ser feitas denúncias via mensagem. O sigilo e o anonimato são garantidos.

Lista com nomes de recém-ingressos em facção

Investigação identifica grupo de WhatsApp de facção com o cadastro de 105 novos membros no Ceará. A informação do grupo faz parte da denúncia ofertada pelo Ministério Público do Estado e foi encontrado em celular de suspeito detido. “Batismo” em massa seria reflexo de escalada de violência entre organizações criminosas no ano de 2019

Fonte: O Povo

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