Brasil
Moraes nega pedido para visita de Javier Milei a Bolsonaro e decisão repercute nas redes sociais
Defesa do ex-presidente queria autorização para encontro com o presidente da Argentina no próximo dia 25; ministro do STF manteve restrições impostas durante a prisão domiciliar.
A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de negar o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para receber a visita do presidente da Argentina, Javier Milei, no próximo dia 25 de julho, gerou ampla repercussão nas redes sociais neste sábado (18).
O encontro havia sido solicitado pelos advogados de Bolsonaro, que pretendiam receber o chefe de Estado argentino em Brasília. No entanto, Moraes entendeu que a visita seria incompatível com as restrições impostas ao ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar humanitária e está proibido de receber visitas de caráter político-eleitoral.
Na decisão mais recente, o ministro também determinou a suspensão das visitas ao ex-presidente por 30 dias, permitindo apenas o acesso de advogados, médicos e profissionais de saúde responsáveis pelo tratamento. Além disso, reforçou a proibição de manifestações político-eleitorais, inclusive por intermédio de terceiros, até o fim do período eleitoral.
Segundo Moraes, as novas restrições foram adotadas após o entendimento de que Bolsonaro descumpriu medidas cautelares ao ter uma carta de sua autoria divulgada nas redes sociais por seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apesar da proibição de utilizar meios de comunicação, direta ou indiretamente.
Repercussão
A negativa ao pedido de visita de Javier Milei rapidamente se tornou um dos assuntos mais comentados nas redes sociais. Apoiadores de Bolsonaro criticaram a decisão, classificando-a como excessiva, enquanto outros usuários defenderam que as restrições decorrem das condições impostas pela Justiça para o cumprimento da prisão domiciliar.
Milei havia manifestado publicamente a intenção de visitar Bolsonaro durante sua passagem pelo Brasil. A viagem também está relacionada à participação do presidente argentino em compromissos políticos no país. Com a decisão do STF, o encontro entre os dois líderes não poderá ocorrer enquanto permanecerem vigentes as restrições determinadas pelo Supremo.
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