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Iguatu

LDO É REJEITADA E PREFEITO ROBERTO FILHO SOFRE DERROTA POLÍTICA NA CÂMARA DE IGUATU

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Iguatu, CE – 17 07 2026 – A Câmara Municipal de Iguatu rejeitou o Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) encaminhado pelo prefeito Roberto Filho, em um resultado que representa mais do que a derrota de uma proposta legislativa. A LDO é uma das leis mais importantes da administração pública, pois estabelece as prioridades do governo e orienta a elaboração do orçamento do ano seguinte. Por isso, sua aprovação costuma ser considerada um teste da capacidade de articulação política do Executivo junto ao Legislativo.

De acordo com a Lei Orgânica do Município, o projeto precisava de maioria absoluta para ser aprovado, o que correspondia a nove votos favoráveis. O governo, no entanto, obteve apenas oito votos, insuficientes para garantir a aprovação da matéria.

O resultado chama ainda mais atenção porque contou com votos favoráveis de vereadores da oposição. Mesmo assim, o Executivo não conseguiu formar a maioria necessária para aprovar aquela que é a principal peça de planejamento da gestão municipal.

Durante a sessão, o vereador Wellington Uchôa apresentou uma emenda para incluir na LDO a previsão das emendas impositivas, argumentando que a medida atende ao que determina a Lei Orgânica do Município e assegura uma prerrogativa do Poder Legislativo. A proposta, porém, foi rejeitada.

Ao defender a emenda, Wellington afirmou que a retirada dessa previsão enfraquece a autonomia da Câmara e mantém os vereadores dependentes da vontade do Poder Executivo para atender demandas da população.

Na votação da LDO, Wellington Uchôa e Joaquim Pezão optaram pela abstenção. Segundo os parlamentares, o projeto foi encaminhado em desacordo com a Lei Orgânica do Município, motivo pelo qual decidiram não votar favoravelmente.

Também chamou atenção o voto favorável dos vereadores Lindovan e Louro da Barra. Embora integrem a oposição, ambos apoiaram o projeto do Executivo. Ainda assim, os votos não foram suficientes para evitar a rejeição da proposta.

Politicamente, o episódio vai além da derrota de uma matéria específica. A aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias é tradicionalmente vista como uma demonstração de capacidade de diálogo, coordenação e liderança do governo sobre sua base de apoio. Quando essa maioria não se consolida, a discussão deixa de ser apenas sobre o conteúdo do projeto e passa a refletir o grau de sustentação política da administração.

À medida que o calendário eleitoral se aproxima, a rejeição da LDO expõe um Executivo que não conseguiu reunir apoio suficiente nem mesmo para aprovar a principal lei de planejamento do município. Mais do que um revés legislativo, o episódio acende um alerta político.

Embora o governo possa reenviar o projeto para nova apreciação, a demonstração pública de fragilidade na articulação com a Câmara tende a produzir efeitos que vão além da tramitação da matéria. Em Iguatu, a votação deixou uma mensagem clara: faltou um voto para aprovar a LDO, mas, para parte dos observadores, o resultado também evidenciou dificuldades de articulação política entre o Executivo e o Legislativo.

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