Iguatu
“Mesa de Negociações” entre prefeito e movimento paredista encaminha suspensão da greve dos servidores de Iguatu
A greve dos servidores públicos municipais da cidade de Iguatu, está a dois dias de ser suspensa para enfim a categoria voltar aos seus postos de trabalhos. Isso por que nesta sexta-feira, 02, o comando do movimento paredista e o prefeito da cidade, Aderilo Alcântara tiveram mais uma oportunidade de discutir as demandas impostas pela categoria e avançar nas negociações.
A “mesa de negociações” realizada na sede do sindicado da categoria durou algumas horas, até o entendimento que culminou na assinatura de documento contendo uma série de compromissos que gestor terá que cumprir em meio a datas estipuladas para concretização de cada demanda. Depois de assinado o documento sobe a presença das assessorias jurídicas. Mesmo sendo sinalizada positivamente para a suspenção da greve por parte dos líderes do comando, a decisão só será oficializada, após assembleia marcada para na segunda-feira, 05 na presença dos demais servidores.
Aderilo comemorou o desfecho do momento, “foi um período de várias negociações, e confesso que desgastoso, mas o que tem que se comemorar é que os avanços aconteceram e administração esteve aberta para isso”, pontuou. Advogada dos funcionários públicos, Vanessa Lopes ressaltou em entrevista para o JCS que há diferença entre fim e suspensão de greve, “são duas coisas distintas, caso seja descumprido algum ponto do acordado as atividades podem ser retomadas de forma legal juridicamente”, alertou.
Dentre os dez pontos o mais comemorados pelos funcionários presentes foi o acordo de progressões salariais através do Plano de Cargos e Carreiras Remuneradas (PCCR), que tem até o dia 03 de novembro para ser elaborado entre as partes e encaminhado através de projeto à câmara de vereadores para aprovação. “Depois de uma longa luta, creio que essa foi nossa maior conquista é aguardar que o projeto [do PCCR] seja encaminhado com a maior brevidade possível ao legislativo municipal”, disse Fátima Siqueira presidente do sindicato dos servidores públicos municipais.
Insalubridade
Uma das bandeiras de luta era implantação do adicional de insalubridade, que não será concedido à classe após a suspensão da greve. Mas foi estabelecida entre as partes que tal demanda volte a ser debatida em janeiro do próximo ano.
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