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Inovação e empreendedorismo no Instituto do Câncer do Ceará iluminam o campo da saúde
Quando um hospital se torna um laboratório de inovação, surgem iniciativas que brilham aos olhos. No Instituto do Câncer do Ceará (ICC), o ICC Biolabs é o primeiro hub de inovação da América Latina voltado 100% para o campo da saúde. A aceleradora fornece apoio no desenvolvimento e na validação de seis startups de impacto, sendo cinco de Fortaleza e uma de Recife, que recebe aceleração à distância.
“Acelerar uma startup é fazer com que ela seja alavancada em um curto espaço de tempo”, explica Mayumi Ito, Coordenadora do ICC Biolabs. Isso é possível, completa, graças à rede de apoio, por meio de contatos com investidores, infraestrutura, mentorias e todo um ecossistema que possibilita o crescimento de negócios. “O ICC Biolabs, com seu foco em saúde, consegue ajudar ainda mais essas startups nesse mercado tão regulamentado e de inúmeras barreiras, o que facilita que ideias em potencial na saúde realmente cheguem ao mercado”, ressalta.
Neste celeiro de empreendedorismo, estão em crescimento empresas, como Labpacs, Plantão Ativo, Health Hunters, Remédio Zap, Lifesensing e Neurobots, trabalhando em soluções que impactam no cuidado com o paciente e melhoram a eficácia do trabalho médico. “O nosso grande diferencial é que possuímos um hospital próprio, ou seja, um ambiente de validação de problemas e soluções, que é preciosíssimo na área de saúde, além da nossa rede de conexão composta por várias grandes empresas, hospitais e investidores”, destaca Mayumi Ito.
Inteligência artificial
O ICC Biolabs não é o único projeto inovador do Instituto. De acordo com Pedro Meneleu, CEO do ICC, o espírito inovador da entidade a direciona para o caminho de projetos empreendedores e inéditos, como o uso de inteligência artificial para apoiar médicos na pesquisa sobre tratamentos de pacientes com câncer. Trata-se do Watson for Oncology (WfO), um sistema cognitivo desenvolvido pela IBM.
A solução foi treinada pelo maior centro de saúde sobre o tema no mundo, o Memorial Sloan Kettering Cancer Center (MSK), nos Estados Unidos, e consiste em analisar os principais registros clínicos e trazer informações para fornecer suporte científico aos oncologistas na recomendação de tratamentos. Utilizado 100% no SUS, o sistema permitiu a detecção com uma assertividade de até 90% para alguns tipos de câncer, a exemplo do tumor de próstata.
“A forma como estamos utilizando o recurso de um sistema especialista na linha de cuidado com o paciente oncológico é inédita no mundo”, destaca Pedro Meneleu. Como explica o gestor, o WfO fornece um vasto universo de evidências médicas para serem consideradas pelos oncologistas, como literatura médica, registros médicos, imagens, relatórios laboratoriais e patológicos para prover insights sobre as diferentes sugestões terapêuticas, otimizando o tempo do médico e beneficiando o seu contato com o paciente.
No total, são 1.500 pacientes do SUS acompanhados pela plataforma. “Hoje, cerca de 80% dos nossos casos acompanham a mesma lógica de cuidado e tratamento dado no Memorial Sloan Kettering Cancer Center (MSK), um hospital de primeiro mundo, que conta com tecnologia de ponta. Isso coloca Fortaleza numa situação diferenciada”, avalia Pedro Meneleu.
Startups do ICC Biolabs
Labpacs: digitalização de exames de imagem, acelerando o processo de resultado do exame.
Plantão ativo: plataforma gratuita de gestão de escalas de plantão. Em breve será lançado um módulo premium de previsão e controle financeiro para os médicos.
Health hunters: software de controle da infecção hospitalar e do uso de antibióticos pelo hospital, otimizando desde a prescrição médica até a saída do paciente da UTI.
Remédio Zap: plataforma web e também app de pedidos de medicamentos, por meio de geolocalização.
Lifesensing: equipamento médico de baixo custo que consegue dar o diagnóstico de mais de 200 tipos de doenças, como dengue e zika, em até 5 minutos, analisando uma gota de sangue.
Neurobots: um exoesqueleto controlado por ondas cerebrais que auxilia na recuperação mais rápida de pacientes que sofreram danos neurológicos. Essa startup é de Recife, mas é acelerada à distância. (Fonte: ICC Biolabs)
Fonte: Diário do Nordeste
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