No início de 2022, a eleição presidencial da França prometia ser uma das corridas políticas mais emocionantes do país em décadas.

Um presidente em exercício, procurando ser eleito pela segunda vez na sua vida; uma candidata controversa ganhando espaço; um candidato duas vezes condenado por incitar ódio racial e religioso; outro durão da direita em terceiro lugar e a esquerda dominante há tempos na política francesa em desordem.

Então, a Rússia invadiu a Ucrânia. Com os olhos da Europa fixos na guerra sangrenta iniciada pelo presidente russo, Vladimir Putin, as prioridades mudaram rapidamente: os arsenais de munições, a diplomacia de alto risco e até mesmo a ameaça de um ataque nuclear entraram no debate nacional. A campanha foi perturbada pela crise, e vários candidatos-chave tiveram de recuar no apoio declarado no passado a Putin.

Lapidado pela sua experiência na cena mundial, o presidente Emmanuel Macron é o mais provável de chegar ao topo, segundo a maioria das pesquisas. Porém, faltando apenas alguns dias para as eleições, sua rival mais próxima, Marine Le Pen, está subindo nas pesquisas, sugerindo que a disputa entre os dois poderia ser mais acirrada do que na última vez, em 2017.

Os eleitores franceses não estão enfrentando as eleições que muitos esperavam, entre outros fatores pelo fato de a França não reeleger um presidente nos últimos 20 anos, a diplomacia estar disputando espaço com a campanha na agenda do presidente e o conflito ter alimentado uma crise no custo de vida.

Fonte: CNN Brasil

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