Política
Fim da propaganda eleitoral é tema de debate no Senado, em meio à reforma política
Verba da compensação que União paga às emissoras seria repassado para fundos partidários; deputado critica medida.
Com o impasse na Câmara em torno da reforma política, o plenário do Senado tenta avançar, nesta terça-feira (26), a votação do projeto de lei 206/ 2017, que cria novas regras para o financiamento de campanhas eleitorais. O texto propõe o fim da propaganda partidária gratuita em anos sem eleições, mas mantém o horário eleitoral dos candidatos durante as campanhas.
O senador Paulo Paim, (PT/RS), vê problemas na proposta: “Se não tiver um horário na televisão para poder mostrar tudo com o que eu me comprometi, ‘tá aqui, olha é lei!’, aí fica uma disputa desigual porque quem tem dinheiro daí vai fazer programa de televisão, falando o que bem entender, e quem tem não vai ter como mostrar”, ressalta.
O dinheiro da compensação fiscal que a União paga às emissoras pela veiculação dos programas partidários seria repassado ao fundo.
A proposta de substitutivo ao projeto original em discussão prevê também o uso de metade do valor destinado às emendas parlamentares para compor o Fundo Especial de Financiamento de Campanha, que está sendo criado em lei ordinária. A previsão é de que o fundo conte com R$ 3 bilhões em 2018.
Sobre o tema, Paim se diz preocupado com a criação de mais um fundo. Ele diz que as campanhas têm que ser barateadas. Para ele, a saída seria usar os recursos do atual fundo partidário para bancar as campanhas eleitorais:
“É isso que eu acho que vai qualificar, inclusive, esse Congresso Nacional. Tem que acabar com a história de um senador gastar R$ 30 milhões para se eleger, um deputado gastar R$ 20 milhões para se eleger. De algum lugar tem que sair o dinheiro. Não tem Papai Noel. Quem dá esse dinheiro para alguém vai querer o troco na volta. Se nós caminhássemos para efetivamente diminuir os custos de campanha, tu faria uma campanha com mais qualidade, em cima de ideias de quem tem trabalho”, diz.
O projeto de lei precisa ser aprovado no Senado e na Câmara até o dia 7 de outubro para valer nas eleições de 2018.
Fonte: Brasil de Fato
-
Iguatu2 semanas atrásGuarda municipal preso por homicídio segue no cargo e tem PAD prorrogado sem explicações públicas em Iguatu
-
Ceará2 semanas atrásTransnordestina realiza segunda viagem-teste com transporte de cereal entre Piauí e Ceará
-
Economia2 semanas atrásTeto do INSS é reajustado para R$ 8.475,55 e passa a valer para aposentados e pensionistas
-
Noticias1 semana atrásProcon notifica Aeroporto de Fortaleza por retirada de cadeiras para passageiros e visitantes
-
Iguatu1 semana atrásPlantão especial para o recebimento da documentação para Casamento Comunitário Civil, nesse sábado em Iguatu
-
Brasil1 semana atrásFies abre prazo para complementação de inscrições postergadas
-
Esportes1 semana atrásIguatu e Tirol ficam no empate sem gols no Morenão pelo Cearense
-
Ceará1 semana atrásEntenda como funciona a operação que evita que os rios sequem no Ceará

