No Tocantins, o conceito da importância da doação de sangue está chegando às escolas por meio do projeto Doador do Futuro. O objetivo da proposta é tornar o gesto da doação em uma questão cultural. O projeto Doador do Futuro nasceu em 2010, no município de Araguaína, e já despertou a atenção de outras localidades do estado.

Rafaela Borges, professora do jardim de infância, dá aula para duas turmas de crianças de cinco e seis anos, uma com 20 alunos e a outra com 28. Casada, mãe de uma menina, a tocantinense se surpreendeu com os resultados positivos alcançados em sua escola pelo projeto Doador do Futuro. Desde o início ela observou o comportamento interessado das crianças quando tinham acesso ao projeto e também com a avaliação dos pais. Segundo Rafaela, a proposta acabou também despertando o interesse nos pais pela doação, depois de ouvirem os filhos falarem o que aprendiam na escola sobre a importância de ajudar o próximo com a doação de sangue.

“As crianças despertaram o interesse de ajudar ao próximo e passaram a saber da importância que é a doação de sangue. Nós percebemos quando um projeto está dando certo pelo entusiasmo das crianças, pelos comentários dos pais, onde as crianças chegam em casa dizendo para o pai que ele pode doar, que ele pode salvar uma pessoa, que tem alguém precisando. Então, com as crianças, desde pequena, com esta mentalidade, com esta ideia, fez o pai gostar do projeto. Então, o pai ouvindo o filho falar, deu vontade de ir lá, doar. ”

Araguaína foi o piloto do Doador do Futuro no Tocantins. O projeto está dando tão certo que o Hemocentro Coordenador de Palmas também adotou para implantar nas escolas da capital. O Doador do Futuro conta com o trabalho do hemocentro local, que leva às escolas um material educativo, onde aborda o doador de sangue como um super-herói. Para o gerente técnico do hemocentro de Araguaína, Juliano Ferreira, a capacidade que as crianças têm para sensibilizar os adultos que convivem com elas é uma grande aliada para o sucesso do projeto.

“As crianças têm um papel importante na sensibilização dos pais. A gente vai até as escolas, falar de forma lúdica para eles, qual a importância da doação, colocando, lógico, que eles neste momento não podem fazer, mas que os pais deles, os tios, irmãos, padrinhos podem vir até o hemocentro e ser um super-herói. A doação, acima de tudo, é uma questão cultural. Então, se for colocado lá na sementinha, lá no início, quando chegar nos 16 anos, que é a idade mínima para fazer uma doação de sangue, já vai estar guardado interiormente. Então, vai ser muito mais fácil dessa pessoa ser sensibilizada. ”

Seja também um super-herói e salve vidas doando sangue. Você precisa ter entre 16 e 69 anos, estar com boa saúde e pesar mais de 50 quilos. Procure o hemocentro ou unidade de coleta da sua cidade e faça este ato de solidariedade que ajuda a salvar vidas. Doe sangue regularmente e ajude a quem precisa. Para mais informações sobre doação de sangue, acesse saude.gov.br/doesangue.