Dia-a-Dia com Maria
Dia-a-dia com Maria: Our culture es una broma de mal gusto. Vôte!
Imaginei hoje um grande desfile do Sete de Setembro diferenciado, não, eu não queria mais lembrar daquela tarde fatídica nas margens do Riacho do Ipiranga em que com aquela espada suja de sebo Dom Pedro dava o grito que formalizava a separação oficial de Portugal e que, de lá para cá, aos trancos e barrancos vamos nos interdependendo de uma cultura que, se por um lado se permitiu mesclada, por outro, abocanhou muito do estrangeiro dominador.
Ah, estou com fome, mas resolvo isso ligeiro comendo um Waffle e mais tarde, sem exagerar, uma pizza com cream cheese ou um sushi, afinal, tenho a dignidade de morar num país independente há séculos e que precisa devastar a selva para agradar aos carniceiros… Derruba-se a mata, criam-se extensas unidades de bovinocultura e vende-se carne baratinha aos ditos mandarins e, se não ler direitinho na cartilha deles, nem compram nosso filé mignon a preço de banana nanica.
Agora senti sede e a água que me veio à mente é de cor escura, com gelo e limão: adoro Coca-Cola! Pelo menos Tio San deixou grande legado para a humanidade.
Pois bem, vamos ao desfile que abandonei no meio da avenida Dr. João Pessoa, que bem poderia ser Ernest Hemingway, adoro nomes mais garranchudos e W é um garrancho lindo.
Nessa avenida que por enquanto ainda não mudou de nome, eu mostraria nossa liberdade para acabar com o meio ambiente e esboçaria cartazes com as espécies extintas e em vias de extinção, um painel enorme com o estouro das barragens administradas pela Vale do Rio Doce, tão brasileira atualmente quanto o Taj Mahal. O importante é que somos livres para “educar’’ nossos índios e apagar de vez os mugidos tupiniquins, essa cultura que nem mais os uirapurus suportam.
Vou parar esse projeto de desfile e ver na TV que live vamos ter hoje, esperando uma da Rihanna porque pelo menos ela canta de verdade e não fica moendo como alguns que mostram “nossa cultura” como se primássemos por algo nosso de verdade, tudo bem!
Ah, quase esqueci que no reino dos esquerdistas do nosso meio, um próspero democrata em convulsão, “desapegado e sério”, conseguiu um contrato para um primo na agência na qual trabalha e para a próxima vaga, já deixou lá o nome da esposa.
Vou surfar no Milk shake porque quem aprecia banana é soim.
*Por Maria Lopes, colunista e advogada.
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