Cidadania
Dependência de celular pode ser comparada ao vício em álcool e drogas, segundo especialista
O número de horas que o brasileiro passa no celular triplicou nos últimos três anos, segundo a pesquisa realizada pela GlobalWebIndex. Esse número equivale a aproximadamente três horas e quarenta minutos, por dia. O Brasil ocupa a terceira posição do ranking de países que mais utilizam os aparelhos. Logo atrás da Tailândia, que consome quase quatro horas do tempo no celular, e da Arábia Saudita, com três horas e 48 minutos. Porém, essa maneira de comunicação pode trazer riscos à saúde, como sensações de ansiedade, desamparo, angústia, impotência e até sintomas físicos de pânico, como taquicardia e suor excessivo, e o nome disso é nomofobia, medo de ficar sem celular. O especialista em dependências tecnológicas do Instituto de Psiquiatria, Cristiano Nabuco, compara a nomofobia à dependência de drogas e álcool.
“A nomofobia se compararia ao o que aqueles quadros que nós já vemos muitas vezes, e tão conhecidos, como a dependência de álcool, de drogas. Ela apresenta características como: o indivíduo precisando fgicar conectado ao seu telefone celular para poder se sentir bem, esse seria um critério. Um segundo critério, um indivíduo precisando de exposição cada vez maior a essa tecnologia, como acontece no álcool e nas drogas. Um indivíduo utilizando esse manuseio da tecnologia como uma maneitra de se proteger de situações que não são muito agradáveis.”
Brenda Ribeiro é estudante da Universidade de Brasília, ela conta que passa muito tempo no celular, e que se o aparelho ficar sem bateria e ela não puder carregar, fica muito difícil.
“Tem o Whatsapp, né? Que funciona o tempo inteiro. Mas também, ás vezes eu preciso pesquisar alguma coisa, então eu uso o celular, para não precisar usar o computador. É complicado. Eu sempre costumo levar o carregador na bolsa, mas quando eu fico sem bateria, ás vezes até a hora eu fico sem celular. É muito difícil quando eu fico sem bateria.”
Cerca de 140 milhões de brasileiros até o ano passado, utilizavam o celular, segundo a pesquisa TIC Domicílios, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, a CETIC.
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