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A Comissão Parlamentar que está investigando o papel do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na invasão ao Capitólio afirmou, na 3ª feira (12.jul), que um tweet do político “convocou” os manifestantes. Postada em 19 de dezembro, a publicação instava que os seguidores fossem a Washington em 6 de janeiro para um protesto, que, segundo ele, seria “selvagem”.

“O tweet da 1h42 da madrugada incentivou e provocou seus seguidores, especialmente os perigosos extremistas dos Oath Keepers, Proud Boys e outros grupos racistas e nacionalistas brancos que lutam contra o governo”, disse Jamie Raskin, membro da comissão. Ele informou que após a publicação, membros da ala conservadora começaram a responder e “espalhar” a convocação.

“Um presidente que perdeu uma eleição mobilizou uma máfia que incluía perigosos extremistas para atacar o sistema constitucional eleitoral e a transferência pacífica de poder”, disse Raskin. A afirmação foi reforçada por Stephanie Murphy, outra integrante da comissão, que disse que o tweet “serviu como um chamado à ação e, em alguns casos, como uma convocação às armas”.

A Comissão assegurou ainda que a mobilização rumo ao Capitólio foi planejada com antecipação, mas que foi cancelada por Trump pouco tempo antes. “A evidência confirma que não foi um chamado espontâneo para a ação, mas uma estratégia deliberada que foi decidida antes pelo presidente”, disse Murphy.

Na última audiência, a ex-assistente de Trump, Cassidy Hutchinson, afirmou em depoimento que o político orientou a equipe em termos profanos a não tentar deter o grupo de manifestantes e desligar os magnetômetros (sensores de movimento), pois poderiam retardar a chegada dos eleitores. Ela revelou ainda que o ex-presidente queria se juntar à multidão no Capitólio.

Fonte: SBT News

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