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Tomar uma dose de álcool acontece cada vez mais cedo para os estudantes de escolas públicas e privadas do 9º ano do Ensino Fundamental de Fortaleza: o grupo passou de 48% para 62,6% das turmas entre 2012 e 2019. O maior crescimento aconteceu em unidades públicas no período analisado, como aponta pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os dados são da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), que faz comparativos entre 2009 e 2019 das capitais brasileiras, divulgada nesta quarta-feira (13). A análise retrata alunos entre 13 e 17 anos de idade, consumiram um copo ou uma dose de álcool alguma vez na vida.

As informações sobre a primeira experiência com bebida alcoólica estão disponíveis apenas desde 2012 e mostram que o número de meninas que já consumiram álcool na Capital foi, proporcionalmente, predominante.

No primeiro ano, eram 46,7% dos meninos e 49,3% das meninas com histórico em bebidas. Já em 2019, esses números subiram para 57,3% e 67,9% respectivamente. Isso significa que quase 6 entre 10 meninos e quase 7 entre 10 meninas já beberam álcool.

As escolas públicas atendiam 49,3% dos estudantes que tiveram contato com álcool – número que passou para 67,7% em 2019. Já nas escolas privadas, 46,4% dos alunos tinham bebido enquanto, no período mais recente, são 53,1%.

Os episódios de problemas com família e amigos por causa do consumo de álcool também cresceram entre os anos analisados. Em 2009, 7,8% dos alunos relataram esse prejuízo da bebida. Dez anos depois, 10,2% dos alunos já tiveram esse tipo de conflito.

Fonte: Diário do Nordeste