Ceará
Casos de rinovírus entre crianças e adoescentes, aumentam no Ceará
O Ceará foi um dos estados brasileiros que registrou aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre crianças e adolescentes de até 14 anos nas últimas semanas.
O Ceará foi um dos estados brasileiros que registrou aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre crianças e adolescentes de até 14 anos nas últimas semanas, conforme o boletim Infogripe divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na quinta-feira, 7. Dados da semana epidemiológica de 27 de outubro a 2 de novembro também indicam maior incidência de infecções graves na Bahia, Rio de Janeiro e Maranhão.
Além disso, em todas as faixas etárias, há crescimento de SRAG nos estados do Amazonas, Amapá, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Pernambuco e Piauí, totalizando onze unidades da federação com sinais de aumento.
Entre as capitais, Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Macapá (AP), Manaus (AM), Salvador (BA), São Luís (MA), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Teresina (PI) e Vitória (ES) registraram aumento de ocorrências. A SRAG é uma complicação respiratória grave que pode causar dificuldades para respirar e queda na saturação de oxigênio.
O rinovírus, um agente viral altamente contagioso e causador de resfriados comuns, pode desencadear essa condição. Ele provoca sintomas como nariz entupido, espirros, tosse e indisposição.
Para prevenir a propagação do rinovírus, é essencial lavar as mãos regularmente, evitar tocar o rosto e manter boa higiene respiratória. Na maioria dos casos, os sintomas são leves, mas algumas situações podem evoluir para SRAG, especialmente entre crianças.
Desde o início do ano, mais de 72 mil casos de SRAG com exames positivos para algum agente viral foram registrados no Brasil. Nas últimas quatro semanas, a prevalência foi de 11% para influenza A, 11,1% para influenza B, 4,9% para vírus sincicial respiratório (VSR), 36,8% para rinovírus e 24,2% para coronavírus (causador da covid-19). Entre os casos que evoluíram a óbito, 56,3% estavam associados à covid-19, 16,3% à influenza A, 11,2% à influenza B, 0,5% ao VSR e 7,4% ao rinovírus.
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