O governo de Pequim ordenou nesta sexta-feira (12), o fechamento de dois mercados e adiou a volta às aulas dos alunos do ensino fundamental, após a aparição de três novos casos de Covid-19 na capital chinesa, depois de dois meses sem contágios.

A China, o primeiro país afetado pelo novo coronavírus no final de 2019, conseguiu conter consideravelmente os contágios, mas nas últimas semanas está detectando vários casos todos os dias. A maioria são em cidadãos chineses que voltaram do exterior.

No entanto, um novo caso de origem desconhecida foi relatado em Pequim na quinta-feira (11), seguido por mais dois casos nesta sexta.

Até então, o último caso registrado na capital chinesa remonta a meados de abril.

Os dois últimos pacientes detectados são funcionários do Centro de Pesquisa da carne. Um deles havia visitado recentemente a cidade de Qingdao (leste), afirmaram à imprensa responsáveis da prefeitura de Pequim.

Hoje, foi ordenado o fechamento total ou parcial de dois mercados da capital nos quais os dois infectados haviam ido, segundo o Jornal de Pequim, que indicou que ambos os estabelecimentos serão desinfetados.

Além disso, as autoridades decidiram adiar sem prazo definido a volta às aulas dos estudantes do ensino fundamental, que estava prevista para segunda-feira.

Os alunos de Pequim retomaram suas aulas progressivamente desde o final de abril, depois de três meses de férias forçadas e de aulas online.

Segundo dados oficiais, em Pequim foram registrados 597 casos de Covid-19, que causaram 9 mortes.

O anúncio dos novos casos gerou preocupação nas redes sociais.

“Pequim ficará incontrolável! É preciso melhorar a prevenção rapidamente! Poderia chegar uma segunda onda”, disse um usuário do Weibo, o equivalente do Twitter na China.

“Estou tremendo de medo […] Vou comprar mais máscaras. Espero que isso termine logo”, comentava outro.

Fonte: Diário do Nordeste