A oficialização das três principais pré-candidaturas apresentadas à disputa pelo Palácio do Planalto, as de Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, de Lula (PT) e de Ciro Gomes (PDT), traz novos desafios à medida que a data da eleição se aproxima e que os cenários vão sendo desenhados nos estados.

A pouco mais de 20 dias para o início da campanha, permitida a partir de 16 de agosto, o palanque de cada presidenciável ainda está em construção no Ceará.

O PL definiu, no domingo (24), seu apoio ao deputado federal licenciado Capitão Wagner (União), pré-candidato de oposição ao Palácio da Abolição e quisto pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). O partido anunciou que indicará o vice.

Do lado oposto ao do presidente, o rompimento entre PDT e PT embaralhou o jogo político do grupo governista. No domingo (24), o PDT homologou a candidatura de Roberto Cláudio ao Governo do Estado, e o PT deve oficializar a pré-candidatura do deputado estadual Elmano Freitas. O ex-governador Camilo Santana anunciou, em sua redes sociais, o nome Elmano ao lado de Lula.

Como na política o tabuleiro está sempre em movimento, algumas lideranças pedetistas ainda tentam remediar a situação em prol da continuidade da aliança governista – mas especialistas pouco acreditam na possibilidade.

Dessa forma, até o momento, o palanque de Ciro no Ceará está garantido com Roberto, porém ainda sem nome para a disputa pelo Senado. Já o ex-presidente Lula ganha um palanque na disputa pelo Governo do Estado com a construção de uma candidatura própria do PT – tendo em vista que antes, ao apoiar Izolda, ele não poderia associar a sua imagem à dela, por ser filiada do PDT, de Ciro.

Fonte: Diário do Nordeste