Política
Câmara aborda PEC da Previdência em audiência pública
Apesar de a discussão sobre a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) acontecer no âmbito federal, em Iguatu, uma audiência pública na Câmara Municipal, promovida após requerimento do vereador Mário Rodrigues (PDT), debateu o tema com especialistas, movimentos sociais e entidades sindicais. A ocasião aconteceu na terça-feira (15), no plenário da casa. Do evento foram tirados encaminhamentos a serem redigidos e entregues a bancada federal, votada pelos iguatuenses.
A audiência pública para discutir a reforma da Previdência proposta pelo governo atual se transformou em um diálogo sem contrapontos. O debate realizado pela Câmara para tratar do tema foi norteado por duras críticas à matéria.
De acordo com o vereador proponente da audiência, as mudanças sobre as regras e regimes de aposentadorias são consideradas um “pacote de maldades contra os trabalhadores”. Ainda conforme o parlamentar, o tema sendo discutido em esfera municipal pode gerar impacto positivo. “Muitos desses políticos (deputados e senadores) quando vêm à cidade procuram os seus representantes vereadores. É interessante que esse repúdio aqui assinado chegue aos 22 deputados e três senadores e assim tenham a real percepção e posicionamento de nós vereadores”, acrescentou Mário.
A presidente da Câmara de Iguatu, Eliane Braz (PDT), sustentou que o debate é necessário, uma vez que até políticos, que são responsáveis pela elaboração das leis, ainda desconhecem o conteúdo da reforma proposta pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). “Elaboramos esse documento no intuito que chegue ao Planalto federal. Que eles (políticos do congresso) votem contra após se aprofundarem nessa PEC que pode afetar os direitos do trabalhador”, afirmou.
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Ceará e demais entidades trabalhistas estão percorrendo os legislativos municipais a fim de buscar apoio contra a reforma proposta. “Nós que fazemos esse movimento sindical, estamos indo às câmaras para fomentar o debate trazendo a população para discutir e entender o que está em risco. A reforma só atende os interesses dos grandes empresários e pune o trabalhador”, afirmou Emanoel Lima, secretário de comunicação da CUT.
Saiba ainda
Na quarta-feira (17), o governo Bolsonaro sofreu uma nova derrota na Câmara ao não conseguir apressar o andamento da proposta de reforma da Previdência. Ficou para a semana que vem a votação do parecer do relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Era o Dia D da reforma da Previdência na CCJ. Governistas apostavam que era possível votar o relatório do deputado Marcelo Freitas antes da Páscoa e manter o calendário.
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