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Vacina personalizada contra câncer de pele estimula o sistema imunológico a combater o tumor
Uma vacina personalizada contra o câncer de pele apresentou resultados positivos em estudos clínicos com pacientes diagnosticados com melanoma, um dos tipos mais agressivos da doença. Desenvolvida pelas farmacêuticas Moderna e MSD, a terapia experimental utiliza tecnologia de RNA mensageiro (mRNA) para ajudar o sistema imunológico a reconhecer e combater células cancerígenas.
Diferentemente das vacinas tradicionais, utilizadas principalmente para prevenir doenças infecciosas, essa tecnologia é desenvolvida a partir das características genéticas do tumor de cada paciente. Após a retirada cirúrgica do câncer, uma amostra é analisada para identificar mutações específicas. Com essas informações, os pesquisadores produzem uma vacina individualizada para estimular as defesas do organismo contra possíveis células tumorais remanescentes.
O tratamento, chamado intismeran autogene, é combinado ao Keytruda, medicamento de imunoterapia que ajuda o sistema imunológico a combater o câncer. A pesquisa de fase 3 incluiu 1.137 pacientes com melanoma de alto risco que passaram por cirurgia. Parte recebeu a combinação dos dois tratamentos, enquanto o grupo de controle foi tratado apenas com o Keytruda.
Em agosto de 2026, as empresas anunciaram resultados positivos nessa etapa do estudo, com redução do risco de recorrência e disseminação da doença. Dados anteriores, de um estudo com acompanhamento de cinco anos, indicaram redução de 49% no risco de retorno do câncer ou morte entre pacientes que receberam a combinação, em comparação com aqueles tratados apenas com Keytruda. Esse percentual se refere ao estudo anterior, não aos resultados numéricos da fase 3.
Apesar dos resultados, a vacina ainda depende das etapas regulatórias necessárias para chegar ao mercado. As empresas avaliam os próximos passos para solicitar aprovação às autoridades de saúde. A terapia não é uma vacina preventiva nem substitui a cirurgia ou os tratamentos convencionais, e sua utilização depende de avaliação médica. A tecnologia também está sendo investigada para outros tipos de câncer.(Foto: Reprodução/CNN Brasil )
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