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Entidades orientam trabalhadoras domésticas a denunciar assédio eleitoral antes do segundo turno

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Entidades de defesa dos direitos das trabalhadoras domésticas intensificaram a mobilização para incentivar denúncias de assédio eleitoral às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25). A campanha busca dar visibilidade a situações em que empregadores tentam influenciar o voto de funcionárias por meio de ameaças, constrangimentos ou promessas de vantagens.

A Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (Fenatrad), em parceria com a organização Themis – Gênero, Justiça e Direitos Humanos, lançou a campanha “Não passaremos pano”. A iniciativa aborda diferentes formas de violência enfrentadas pela categoria, incluindo assédio moral, sexual, patrimonial e eleitoral. Segundo representantes das entidades, o trabalho realizado dentro de residências pode dificultar a fiscalização e a denúncia de abusos.

A secretária de comunicação da Fenatrad, Leandra Lacerda, relatou ter sofrido pressões de empregadores durante períodos eleitorais. Em um dos episódios, uma patroa teria gritado com ela para exigir que votasse em determinado candidato. A dirigente afirma que situações semelhantes ocorreram em diferentes momentos de sua trajetória profissional e defende que outras trabalhadoras reconheçam essas práticas como violações de direitos.

De acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT), o assédio eleitoral ocorre quando o empregador utiliza sua posição para constranger, intimidar ou influenciar a escolha política de um trabalhador. Entre os exemplos estão ameaças de demissão, exigência do título de eleitor e pedidos de informações sobre o local de votação. O procurador Igor Sousa Gonçalves orienta as vítimas a guardar mensagens, áudios e outros registros que possam servir como prova, além de solicitar sigilo da identidade ao denunciar.

As denúncias podem ser feitas pela internet, diretamente ao MPT, ou presencialmente nas procuradorias do trabalho. Até a noite de quinta-feira (22), o órgão contabilizava cerca de 1,7 mil denúncias de assédio eleitoral em todo o país. As entidades reforçam que o voto é livre e secreto e que nenhuma relação de trabalho autoriza o empregador a determinar a escolha política de uma funcionária.(Foto:Reprodução/Agência Brasil )

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