Regional
Prefeituras cearenses vêm pagando salários atrasados
A maioria das 22 prefeituras que estavam com atraso salarial do funcionalismo público referente a dezembro de 2017 efetuou pagamento dos servidores no fim de janeiro e início deste mês. A crise financeira que atinge as administrações municipais vem resultando no aumento do número de gestões com dificuldades para manter a folha de pagamento em dia.
Os dados referentes ao atraso salarial foram apresentados pela Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (Fetamce), com base em informações dos sindicatos municipais, entre os dias 24 e 31 de janeiro passado.
Por meio de documentação, a Prefeitura de Beberibe informou que, até o último dia 31 de janeiro, todo o pagamento do funcionalismo municipal referente a dezembro de 2017 já havia sido efetuado. O prefeito de Amontada, Valdir Herbster Filho, por meio de nota, frisou que, até o fim de janeiro, 100% dos servidores estavam com o pagamento em dia, contestando, portando, a informação da Fetamce.
Orós também constava da relação da Fetamce, mas segundo o prefeito Simão Pedro, a folha de pagamento dos servidores da Educação foi quitada no dia 1º. O prefeito de Ipaporanga, Toinho Contábil, frisou que, no último dia 29, houve pagamento dos professores e de todas as secretarias. “Faltava um complemento da Educação, mas, antes do fim do mês, foi liquidado”.
O tesoureiro da Prefeitura de Alcântaras, Assis Machado, disse que o esforço da administração é para manter em dia o salário do funcionalismo, mas há dificuldades. “A nossa previsão é começar a pagar o mês de janeiro nesta quarta-feira”, observou. Lavras da Mangabeira, no dia 30 passado, efetuou o pagamento de todos os servidores. O Diário do Nordeste tentou entrar em contato com outras gestões e prefeitos, mas o telefone não atendia ou dava sinal de desligado.
A presidente da Fetamce, Enedina Soares, disse que a entidade, em parceria com os sindicatos de servidores, vem acompanhando a situação nos municípios e mostrou preocupação com os atrasos seguidos. “Independentemente da origem do problema, se decorre da redução de recursos federais ou de má gestão, nós temos que cobrar os nossos direitos”, defendeu.
O vice-presidente da Associação dos Municípios do Ceará (Aprece), Nilson Diniz, disse que é grave a situação financeira de Estados e municípios, e reforçou a necessidade de os gestores fazerem o dever de casa, com uma gestão planejada.
Diário do Nordeste
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