Ceará
Defensoria Pública do Ceará vai pedir anulação do concurso para o Colégio da Polícia Militar
A Defensoria Pública do Ceará vai solicitar na Justiça a anulação do concurso para o Colégio da Polícia Militar, realizado no domingo (10), em Fortaleza. Durante a semana que antecedeu a prova, vários pais relataram que tiveram a inscrição cancelada por um suposto erro na idade dos candidatos.
A decisão foi tomada pela supervisora do Núcleo de Direitos Humanos e Ações Coletivas, Sandrá Sá, após reunião com pais de candidatos nesta terça-feira (12). Representantes da Secretaria de Segurança Pública estiveram presentes à reunião.
De acordo com a Defensoria Pública, que já tinha entrado com ação e ganhado liminar determinando que todos os candidatos realizassem a prova, “estima-se que cerca de 700 crianças tiveram suas inscrições canceladas”.
A Defensoria vai entrar com ação civil pública contra a empresa organizadora do exame, a Inaz do Pará Serviços de Concursos Públicos, e contra a Secretaria de Segurança Pública do Estado, a qual o Colégio Militar é subordinado, responsável pela licitação da empresa.
A Polícia Militar afirma que não tem gerência sobre a organização da seleção para a escola, cabendo a empresa vencedora de licitação. O G1 procura a Inaz, empresa responsável pelo concurso, desde domingo, mas as ligações não são atendidas.
‘Falta de cuidado’
“O que considero mais grave neste certame é a falta de cuidado da empresa com o processo seletivo e, principalmente, com as crianças que estavam se submetendo a esta seleção. Essa desorganização gerou danos morais, atingindo toda a coletividade do concurso”, comentou Sandra Sá.
Segundo a Defensoria, durante o encontro, os pais relataram irregularidades no processo de inscrição e também no dia da realização da prova. Foram denunciadas, por exemplo, situações em que a inscrição foi deferida e a taxa paga, porém, às vésperas da prova houve indeferimento do pedido do aluno. O aviso do indeferimento só ocorreu após o fim do prazo de recursos definido no edital, 30 de novembro.
No dia do exame, houve tumulto em alguns locais de provas no horário de saída, gerado por falta de organização.
Fonte: G1/CE
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