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MP de Iguatu pede investigação policial sobre fundição após novas denúncias de moradores em Iguatu

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06 de Fevereiro de 2026 – O Ministério Público do Estado do Ceará  de Iguatu, Ceará; retomou a investigação sobre o funcionamento de uma fundição localizada no bairro Esplendor, em Iguatu, após novas denúncias feitas por moradores da região.

Documentos recentes indicam que o procedimento, que havia sido arquivado anteriormente, voltou a ser objeto de providências institucionais após o surgimento de novos relatos, vídeos, áudios e reportagens jornalísticas apontando a continuidade de problemas ambientais no entorno da empresa.

Entre as principais reclamações da comunidade estão emissão de fumaça, presença de fuligem, ruído constante de máquinas e possíveis impactos à saúde de moradores.

Segundo registros do próprio processo, o caso havia sido arquivado anteriormente após informações de que o problema ambiental teria sido resolvido.

No entanto, com a reapresentação das denúncias, o Ministério Público decidiu retomar as apurações e adotar novas medidas de investigação.

Morador fala sobre o problema


Ministério Público pede informações à Prefeitura e à Semace

Entre as providências determinadas pela Promotoria está o envio de ofício à Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Iguatu solicitando esclarecimentos sobre:

  • a situação atual do licenciamento ambiental da empresa
  • eventuais irregularidades constatadas em fiscalizações
  • aplicação e pagamento de multas ambientais
  • realização de novas inspeções no local

Além disso, o Ministério Público também requisitou informações à Superintendência Estadual do Meio Ambiente do Ceará (Semace), órgão responsável pela fiscalização ambiental no estado.

O órgão estadual deverá informar:

  • se houve inspeção técnica recente na fundição
  • como está o controle das emissões atmosféricas
  • quais medidas estão sendo adotadas para monitorar os resíduos gerados pela atividade industrial

Ministério Público pede abertura de inquérito policial por crime ambiental

Em uma medida considerada mais rigorosa, o Ministério Público requisitou à Delegacia Regional de Polícia Civil de Iguatu a instauração de inquérito policial para investigar possíveis crimes ambientais.

O pedido tem como base os artigos 54 e 60 da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), que tratam de:

  • poluição que possa causar danos à saúde humana ou ao meio ambiente
  • funcionamento de atividade potencialmente poluidora sem licenciamento ambiental ou em desacordo com normas ambientais

A investigação policial deverá analisar o relatório de fiscalização ambiental já existente no processo e verificar se a situação de poluição relatada pelos moradores continua ocorrendo.


Empresa foi formalmente notificada

O proprietário da empresa Corban Utilidades também foi oficialmente notificado pelo Ministério Público para prestar esclarecimentos sobre:

  • a situação atual do licenciamento ambiental
  • as medidas adotadas para controle das emissões
  • a destinação de resíduos industriais e substâncias oleosas

Até o momento, não houve divulgação pública das respostas apresentadas no procedimento.

Escute o som que as famílias escutam 24 horas por dia, supostamente por 12 anos


RELEMBRE O CASO

Moradores do bairro afirmam que convivem há anos com problemas causados pela atividade da fundição.

Entre as principais queixas estão:

  • emissão frequente de fumaça
  • presença de fuligem escura nas casas
  • barulho intenso de máquinas
  • possíveis impactos respiratórios

A fundição trabalha com fusão de alumínio reciclado, processo industrial que envolve altas temperaturas e que pode gerar material particulado fino e resíduos provenientes da queima de contaminantes presentes na sucata metálica.

Segundo relatos reunidos pela reportagem, a situação afeta diretamente o cotidiano das famílias.

“Quando a fumaça aumenta, a gente precisa fechar portas e janelas”, relatou um morador.

Entre os sintomas citados por residentes da região estão:

  • falta de ar
  • tosse frequente
  • irritação na garganta

Moradores também relatam o acúmulo de poeira escura em casas, calçadas e móveis.

Em um dos registros enviados à reportagem, uma imagem mostra a sola do pé de uma criança que brincava na varanda de casa coberta por uma fuligem escura misturada a um resíduo oleoso.

Segundo familiares, o material gruda na pele e exige lavagem intensa para sair.

A relação direta entre o resíduo e a atividade industrial ainda depende de análise técnica oficial.


Denúncia voltou a ser registrada em 2026

As reclamações mais recentes foram formalizadas novamente em janeiro de 2026, quando moradores registraram denúncia na Ouvidoria do Município de Iguatu.

Segundo os relatos da comunidade, esperava-se que a manifestação resultasse em fiscalização mais aprofundada ou alguma medida concreta para avaliar os impactos ambientais.

No entanto, moradores afirmam que nenhuma solução prática foi apresentada até o momento.

Pelo contrário: a empresa acabou tendo o alvará de funcionamento renovado pela prefeitura, decisão que gerou questionamentos entre os residentes da área.


Moradores citam promessa de mudança que nunca aconteceu

Segundo moradores da região, em determinados momentos foi mencionado informalmente que a fundição poderia ser transferida para outra área da cidade, possivelmente nas proximidades da saída para o município de Quixelô.

Até hoje, porém, não existe:

  • anúncio oficial
  • cronograma público
  • confirmação documental da mudança

Pelo contrário: moradores afirmam que a empresa estaria tentando adquirir um terreno vizinho ao atual endereço, o que levantou suspeitas de possível ampliação da atividade industrial no local.


Escola em construção aumenta preocupação da comunidade

A preocupação dos moradores aumentou com a construção de uma nova escola pública de tempo integral nas proximidades da fundição, obra financiada com recursos federais.

A comunidade teme que, caso não haja esclarecimento sobre os impactos ambientais da atividade industrial, estudantes passem a frequentar diariamente uma área já marcada por denúncias de poluição e ruído.


Denúncias existem desde 2014

As reclamações contra a fundição não são recentes.

Moradores afirmam que denúncias vêm sendo feitas desde pelo menos 2014 a diferentes órgãos públicos, incluindo setores da administração municipal e o próprio Ministério Público.

Segundo relatos da comunidade, algumas fiscalizações chegaram a ocorrer ao longo dos anos, mas os moradores dizem que os efeitos foram apenas temporários.

“Quando vinha fiscalização, passava um tempo sem fumaça. Depois voltava tudo”, contou um residente.

Também há relatos de descarte irregular de resíduos industriais nas proximidades das residências, incluindo suspeita de despejo de óleo queimado em terrenos próximos.

A informação, porém, ainda depende de confirmação por órgãos ambientais.


O papel da imprensa local

O caso ganhou maior visibilidade após reportagens produzidas pela imprensa local, que passou a reunir depoimentos de moradores, imagens e documentos relacionados às denúncias.

A cobertura jornalística ajudou a organizar os relatos da comunidade e ampliar o debate público sobre a compatibilidade entre atividades industriais potencialmente poluidoras e áreas residenciais densamente habitadas.

A divulgação também contribuiu para que novas manifestações fossem encaminhadas a órgãos de fiscalização e controle ambiental.


O que pode acontecer agora com a fundição

Com a investigação em andamento, diferentes desdobramentos legais podem ocorrer.

Caso sejam confirmadas irregularidades ambientais ou poluição capaz de causar danos à saúde, os responsáveis podem responder com base na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998).

Entre as medidas possíveis estão:

  • aplicação de multas ambientais
  • exigência de adequações técnicas para controle de poluição
  • suspensão ou cancelamento de licenças ambientais
  • interdição parcial ou total da atividade
  • responsabilização criminal dos responsáveis

A Semace também pode adotar medidas administrativas caso sejam constatadas irregularidades no controle de emissões ou no funcionamento do empreendimento.

Outra possibilidade é a proposição de ação civil pública ambiental ou a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), obrigando a empresa a implementar medidas de controle de poluição e monitoramento ambiental.


Reportagem aguarda posicionamento

A reportagem procurou a empresa responsável pela fundição e também a Prefeitura de Iguatu solicitando esclarecimentos sobre:

  • controle de emissões atmosféricas
  • medições de qualidade do ar
  • níveis de ruído industrial
  • critérios utilizados para renovação do alvará
  • eventual plano de transferência da unidade

Até o fechamento desta matéria, não houve resposta oficial. O espaço permanece aberto para manifestação.

SAIBA MAIS

EXCLUSIVO: Fumaça, barulho e relatos de doenças: por que fundição segue operando em bairro residencial de Iguatu?

 

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