Brasil
Irmãos de 7 e 9 anos são encontrados após quase um mês perdidos na floresta amazônica
Os irmãos Glauco e Gleison Carvalho Ferreira, de 7 e 9 anos, ficaram quase um mês perdidos na floresta amazônica. As crianças foram encontradas em grave estado de desnutrição e desidratação na última terça-feira (15), a mais de 35 km de casa, na comunidade de Manicoré, no Amazonas. As informações são do Uol.
A dupla estava desaparecida desde o dia 18 de fevereiro, quando saiu de casa para caçar passarinhos na região. Após o resgate, ambos foram encaminhados para tratamento especializado na capital amazonense.
O coordenador do Distrito Sanitário Indígena (DSEI) de Manaus, Januário Carneiro Neto, detalhou que os meninos improvisaram alimentos para não morrer de fome, consumindo sorva, um fruto típico da região.
Na época do desaparecimento, o Corpo de Bombeiros anunciou o fim das buscas ainda no dia 25 de fevereiro. Porém, familiares, moradores e indígenas da comunidade Capanã Grande seguiram procurando as crianças. Os irmãos foram, por fim, encontrados por um cortador de lenha.
Devido ao estado de choque pelo que viveram, os dois falaram pouco sobre o assunto. Para o coordenador, o resgate pode ser considerado um “milagre”. “Foi proteção dos espíritos da floresta”, comemorou.
A sorva é uma fruta pouco adocicada, com casca verde e bastante pequena. O fruto era bastante consumido por seringueiros que cortavam a mata amazônica em busca do látex e muitas vezes não levavam nada para a alimentação nas trilhas no meio da floresta.
A sorva tem alto teor de gordura e em razão do carboidrato que possui, é uma fonte de energia para o corpo.
INSTINTOS DE SOBREVIVÊNCIA
Durante o tempo na floresta, o irmão mais velho buscou as árvores que tivessem frutos para manter a dupla alimentada. Além disso, quando o caçula teve dificuldade de andar, devido às feridas nos pés provocadas pelo contato com o solo, chegou a carregar o irmão nas costas.
Ainda segundo o Uol, uma das enfermeiras responsável pelo atendimento dos meninos compartilhou que eles utilizavam folhas de árvores para coletar a água que caía da chuva e não morrer de sede. A declaração foi feita pelas próprias crianças.
Depois do resgate, foram de Manicoré, a 390 km da capital, para o Hospital e Pronto-Socorro da Criança (HPSC), na Zona Oeste de Manaus, onde seguem internadas.
A transferência ocorreu após o Ministério Público expedir um ofício determinando o deslocamento, caso não fosse possível atendimento especializado no Hospital Regional de cidade.
A Secretaria de Estado da Saúde informou que as crianças ainda não podem ingerir alimentos sólidos, mas já estão clinicamente estáveis, recebendo os cuidados necessários para reverter o quadro de desnutrição e os ferimentos.
Fonte: Diário do Nordeste
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