Regional
Cariri e Centro-Sul concentram chuvas
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Com as últimas precipitações, já há a mudança de paisagem e a recarga em pequenas barragens nas regiões Sul e Centro-Sul. Porém, em outras regiões, há reservatórios com níveis críticos FOTO: HONÓRIO BARBOSA[/caption]O sertanejo está de olho no céu na expectativa de intensas chuvas a partir deste mês de fevereiro para possibilitar a recarga dos reservatórios responsáveis pelo abastecimento humano nos centros urbanos e nas áreas rurais. Há risco de colapso no abastecimento de água para 29 municípios. Por enquanto, as precipitações estão concentradas nas regiões Sul (Cariri cearense) e Centro-Sul. Ontem, a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) registrou chuvas em 65 municípios.

Com as últimas precipitações, já há a mudança de paisagem e a recarga em pequenas barragens nas regiões Sul e Centro-Sul. Porém, em outras regiões, há reservatórios com níveis críticos FOTO: HONÓRIO BARBOSA
De acordo com boletim da Funceme, a maior chuva foi registrada em Aracoiaba (80mm), seguida de Cascavel (53mm), Caririaçu (48mm), Morada Nova (44mm), Várzea Alegre (41mm) e Ocara (40mm). Em relação aos últimos dias, houve uma redução na intensidade de precipitações. Choveu ainda em Ibiapina (38mm), Aratuba (38mm) e Cascavel (37mm).
Na região Centro-Sul do Ceará, os agricultores estão animados com as seguidas chuvas registradas na primeira quinzena de fevereiro. Na localidade de Caraúbas, zona rural do município de Várzea Alegre, os pequenos produtores não perderam tempo e aproveitaram a umidade do solo para iniciar o plantio de culturas de subsistência: milho, feijão e arroz.
O produtor rural, Antonio Soares, com a ajuda da mulher, fez o plantio de um hectare de milho. As sementes foram adquiridas no Programa Hora de Plantar, da Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA). “Estou animado e acreditando que teremos um bom inverno”, disse. “Este mês está abençoado e por aqui tem chovido bem”. Os pequenos reservatórios receberam as primeiras recargas de água, trazendo alívio para os moradores e criadores. No campo, a pastagem nativa assegura alimento para o gado. “O açude estava seco há mais de um ano, mas agora o nível de água já subiu 40 centímetros, graças às últimas chuvas”, disse o agricultor, Ivan Cavalcante, da localidade de Amaniutuba, zona rural de Lavras da Mangabeira.
O quadro de boas chuvas, cheias parciais de rios e riachos na região Centro-Sul não se estende à maioria das regiões do Ceará. Em dezenas de municípios as precipitações têm sido escassas e os reservatórios permanecem secos. De acordo com levantamento da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), há risco de desabastecimento em 29 municípios do Interior cearense.
Dez municípios estão em situação crítica, com risco elevado de entrarem em colapso. São eles: Canindé, Caririaçu, Crateús, Ipaporanga, Irauçuba, Potiretama, Pereiro, Meruoca, Maranguape e Nova Russas. Para essas cidades, há necessidade de ações emergenciais, como perfuração de poços, transferência de água por meio de adutoras de engate rápido e fornecimento através de carro-pipa.
O diretor de Operações da Cogerh, Ricardo Adeodato, reafirmou que o governo trabalha com planejamento de recarga zero, mas que não faltará água para consumo humano em nenhuma comunidade. “A média de recarga em 2012 e 2013 foi a pior dos últimos dez anos”, comparou Adeotado. “Temos diagnóstico diário da situação e recomendamos ao governo as ações emergenciais”.
Canindé
A situação de abastecimento de água para 16 mil famílias de Canindé para os próximos dias, caso não ocorram chuvas que recarreguem o Açude Sousa (capacidade para 30 milhões de metros cúbicos) e São Matheus (capacidade de 10 milhões de metros cúbicos) é de muita apreensão.
Um relatório da Cogerh aponta que o Açude Sousa tem 0,07% de sua capacidade e o São Matheus, 2,59%. O Açude Escuridão que abastece atualmente a cidade está com sua capacidade bastante reduzida, causando preocupação entre os moradores. A adutora de 19,5 km de extensão que transfere água do reservatório custou R$ 5 milhões e serviu apenas para amenizar a situação em cinco meses.
Fonte: Diario do Nordeste
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