Os templos egípcios não são apenas locais de visitação, mas uma oportunidade de experimentar algo muito próximo dos que a antiga civilização viveu. Com várias de suas estruturas em pé e bem conservadas, os turistas são convidados a atravessar corredores e grandes túneis e contemplar artes de cinco mil anos ou mais.

A grandiosidade das pirâmides me chama atenção desde os livros de história do Ensino Fundamental, mas vê-las pessoalmente supera qualquer expectativa. Ao custo de 30 libras egípcias (R$ 6,60), é possível visitar o planalto de Gizé, onde ficam as pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos; com um valor extra de 25 libras (cerca de R$ 5), é permitido entrar nos templos dos faraós.

Subir no camelo dá um friozinho na barriga, mas é divertido e proporciona uma excelente visão do planalto de Gizé

Para quem deseja se aventurar no interior da pirâmide é preciso estar em forma, afinal, são centenas de degraus bastante íngremes e, antes de alcançar a tumba de Quéops, por exemplo, é preciso engatinhar por um corredor de cerca de cinco metros. Pessoas com claustrofobia costumam voltar no meio do percurso. Não foi o meu caso!

Durante a subida, parei para admirar os hieróglifos e desenhos que contam a história dos grandes feitos da dinastia faraônica, enquanto isso eu ia tomando fôlego para retomar a escalada.

Depois do passeio nas pirâmides, que levei cerca de três horas, recomendo uma parada no Pyramids Restaurant, onde almocei com vista para a Esfinge e as pirâmides de Gizé. A comida árabe tem muitos ingredientes comuns aos brasileiros, mas com molhos e modo de preparo diferentes, o que dá um sabor às vezes exótico.

Como entrada, recomendo pedir um pão árabe original, servido com várias opções de molho. O alimento é vendido por ambulantes ou em feiras populares, ao preço de 5 libras egípcias (menos de R$ 1).

Os restaurantes e o comércio local aceitam dólar e euro, mas é melhor trocar pela moeda egípcia em uma casa de câmbio, já que muitos vendedores – principalmente os ambulantes – vão tentar arredondar o valor para cima, deixando o produto ainda mais caro.

Além das pirâmides, a capital egípcia tem um dos mais importantes museus do mundo, o Museu do Cairo. A entrada custa 40 libras egípcias (R$ 7,50) e há uma taxa extra para fotografar no interior do prédio e outro custo para visitar a ala das múmias.

Boa parte do segundo andar do museu é tomada pelo tesouro de Tutancâmon, o único faraó cuja tumba foi achada intacta; todas as outras foram saqueadas ao longo do século. Uma sala é dedicada a objetos pessoais de Tutancâmon, o sarcófago e a máscara mortuária com 11 quilos de ouro.

Viagem pelo Nilo

Um voo doméstico pela Egypt Air custa em torno de R$ 300, então a dica é aproveitar a ida ao País para conhecer outras regiões como Assuã, Alexandria e Luxor. Uma alternativa é fazer um cruzeiro pelo Rio Nilo até a cidade de Luxor, ao custo de R$ 270, podendo variar de acordo com o período do ano.


Visita ao Templo de Luxor

Os cruzeiros levam em torno de uma noite entre uma cidade e outra e oferecem café da manhã, chá da tarde e almoço e jantares temáticos, uma oportunidade de conhecer bem a culinária egípcia. Em Luxor, há um templo que leva o nome da cidade. Ele possui uma iluminação especial, então a visita pode ser feita à noite. Pela manhã, a dica é conhecer o templo do faraó Hatshepsut. A sua estrutura é esculpida na base de um penhasco e, particularmente, considero uma das mais belas edificações do País.

Próximo ao templo, está o Vale dos Reis, Necrópole de vários faraós e local onde o pesquisador inglês Howard Carter achou a icônica tumba de Tutancâmon e todos os seus tesouros. Quem preferir também pode sobrevoar o vale em um passeio de balão, ao custo de US$ 50.

Já em Assuã, no Sul do Egito, visite o Abu Simbel, o templo de Ramses II, um dos maiores conquistadores militares da antiguidade. O templo, mais ou menos do tamanho da catedral de Fortaleza, foi totalmente removido de seu local original, região atualmente inundada por um canal do Nilo.

A montagem do templo em um novo local foi possível graças a uma colaboração de vários países e um esforço da ONU.


Estrada das esfinges

Roteiro

Passagem de Fortaleza para o Egito: Não há voos diretos. É preciso fazer escalas em São Paulo e Europa. A passagem custa em torno de R$ 2,2 mil, podendo ser mais barata na baixa estação ou períodos promocionais.

Acesso a obtenção do visto: É protocolar, bastando pagar uma taxa de US$ 20 ao desembarcar no País.

Imunização: É exigido um certificado internacional de vacinação contra febre amarela. O documento é emitido pela Anvisa.

Taxas: A taxa de câmbio é bastante favorável aos brasileiros. Os passeios e visitas aos templos custam em torno de R$ 8 a R$ 15.

Para mais informações sobre os locais de visitação, hotéis e a civilização egípcia acesse o site do Ministério do Turismo do País: http://www.egypt.travel/

Fonte: Diário do Nordeste