Diante da quantidade de novos casos de dengue na cidade de Várzea Alegre, quase 500, o prefeito Vanderlei Freire (PSD), por meio da Secretaria Municipal de Saúde, solicitou ajuda do Governo do Estado para enfrentar o problema.

Nesta quinta-feira, 10, pela manhã, a Secretaria de Saúde do Estado enviou a Várzea Alegre a bióloga, Ricristhi Gonçalves, para reforçar a equipe da saúde local que já luta no combate ao Aedes Aegypti.

Ricristhi Gonçalves se reuniu com a equipe da Secretaria de Saúde da cidade para montar estratégias de combate à dengue. “Estamos juntos para resolver esse problema que está aí instalado” – falou. Ela também pediu ajuda e pontuou que sem a colaboração da população não há como fazer com que as estratégias para combater à dengue funcionem.

A bióloga solicitou à população para ficar atenta aos depósitos que tem dentro das casas. “Não vamos criar o Aedes Aegypti dentro de casa, a gente sabe que é um inseto que transmite a dengue e a dengue pode matar” – alertou.

Ricristhi analisou que o município já passou por um período bem pior com muitos casos de dengue no mês de julho. “Aparentemente os casos estão decaindo, mas nem por isso a gente pode ficar tranquilo com relação à situação de dengue no município. Temos que avaliar quais ações serão mais eficazes e efetivas pra gente não mais ter casos de dengue no município” – avaliou.

Outra observação da bióloga é que no fim do ano, período antecedente às chuvas é quando o trabalho deve ser mais intenso para evitar que o inseto prolifere. “Quando vier as chuvas do próximo ano, teremos uma quantidade enorme de insetos e de vetores que possam transmitir a doença novamente e não é isso que a gente quer” – declarou.

Todas essas ações, segundo Ricristhi, é para diminuir os casos de dengue em 2015 e evitar uma epidemia da doença no próximo ano.

José da Costa, que é Coordenador dos Agentes de Endemias de Várzea Alegre, disse que às vezes a população não ajuda, dificultando a entrada dos profissionais de saúde para realizar o trabalho que é essencial para combater à dengue. “A gente vai duas ou três vezes nas casas e as pessoas botando dificuldades” – disse.

Quando há resistência por parte do dono da casa, Zé da Costa disse que endereço é anotado, a vigilância notifica o dono para tentar resolver o problema. Ele disse ainda que o promotor de justiça da cidade falou que ajudaria as equipes nesses casos de resistência.

*varzeaalegre